Vice-presidente também defende tese que flexibiliza a fidelidade partidária
Em
meio ao clima de discussão sobre a reforma política, o vice-presidente
da República, Michel Temer, defendeu nesta segunda-feira (14) o voto
majoritário nas eleições para deputado federal e estadual e criticou os
partidos que lançam candidatos puxadores de voto apenas para emplacar
um número maior de parlamentares na Câmara dos Deputados.
- Hoje, vota-se pelo chamado quociente eleitoral. Em São Paulo, para
ser eleito, o candidato precisa de 304 mil votos, mas se ultrapassar
isso pode levar outros com ele. Os partidos vão procurar candidatos que
tenham 3 milhões, 5 milhões de votos e conseguem carregar junto um
candidato que recebeu 275 votos.
Temer criticou o atual sistema eleitoral ao dizer que o Legislativo é o
único poder onde a maioria não consegue eleger seus representantes e
fez questão de afirmar que não fala pelo governo ou pelo seu partido, o
PMDB.
- Não é a opinião do governo nem do PMDB, é uma contribuição para o
debate da reforma política. Pessoalmente, confesso que estou convencido
por razões constitucionais. Seria mais compatível com o sistema
brasileiro. A minoria não pode governar.
O problema na proposta de Temer é que há outro ponto, mais polêmico,
que sugere a flexibilização da fidelidade partidária. Segundo o
vice-presidente, o mandato do parlamentar seria exclusivo do partido.
Para tanto, os deputados seriam obrigados a permanecer no partido pelo
qual se elegeu por até três anos e meio. No caso de senadores, o tempo
seria de sete anos e meio. Isso sugeriria a abertura de uma janela de
seis meses para o chamado troca-troca partidário.
Temer discorda da tese de que isso enfraqueceria os partidos, mas
admite a probabilidade de diminuir o número de legendas existentes hoje.
- Haverá uma depuração dos partidos políticos. [Os partidos] não vão
chamar mais alguém apenas para fazer quociente eleitoral. Se o partido
tem direito a lançar 70 candidatos, não vai lançar mais do que 10, 15.
O próprio tempo eleitoral seria utilizado por menos candidatos, o
contato com o leitor seria mais completo. Com isso também se elimina a
coligação. E, penso eu, com todo o respeito aos partidos menores, faria
com que esses partidos se reunissem numa única legenda. Automaticamente
acaba diminuindo o número de partidos políticos no país.
As declarações do vice-presidente foram dadas durante a aula inaugural
do curso de graduação do IDP (Insituto Brasiliense de Direito Público),
faculdade de direito criada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF
(Supremo Tribunal Federal).
Professor de Direito Constitucional, esta é a segunda vez que Temer
profere uma aula desde que foi eleito vice-presidente. Na semana
passada, ele participou do início do ano acadêmico na Faculdade de
Direito de Itu, onde foi professor e diretor por cerca de 14 anos.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Juiz nega liminar para Padre Adelino assumir vaga de vereador na Câmara de JP
Adelino não obteve êxito na tentativa de ocupar o cargo ocupado pelo Pastor Edmilson
O juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública da comarca da Capital, Eduardo José de Carvalho Soares negou, na tarde desta segunda-feira (14), liminar requerida pelo suplente de vereador da Câmara Municipal de João Pessoa, Francisco Adelino dos Santos, Padre Adelino (PSB). Ele solicitou por meio de Mandado de Segurança, sua imediata efetivação no cargo de vereador, após renúncia do colega Edmílson de Araújo Soares (PSB), que foi eleito para assumir o cargo de deputado estadual.Na ação nº 200.2011.000840-2, Francisco Adelino solicitava que o presidente da Câmara Municipal da Capital, Durval Ferreira da Silva Filho (PP), o empossasse no cargo, por entender que a vaga é do partido político e não da coligação partidária que ele fez parte.
De acordo com o magistrado, o artigo 108 do Código Eleitoral ressalta que “estarão eleitos tantos candidatos registrados por um partido ou coligação, quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido.”. Entende o magistrado que, se a primeira suplência da sigla partidária tiver obtido menos votos que o da outra sigla que integrou a coligação, para a democracia, respeitando os pensamentos divergentes, é mais vantajoso o respeito à vontade soberana, ou seja, a convocação do suplente mais votado do aglomerado partidário”, analisou ele.
Na decisão, o juiz Eduardo Carvalho lembrou que o mérito em relação à matéria ainda não foi enfrentado pelo Supremo Tribunal Federal, havendo fundada divergências, logo não se configurando um direito capaz de ensejar dano irreparável ou de difícil reparação, caso venha a ser deferido ao final Mandado de Segurança. “ ...em sede desta estirpe a liminar deve está fundada em prova inequivoca de direito líquido e certo”, concluiu.
Adelino trava uma briga judicial na tentativa de assumir o mandato de vereador ocupado pelo Pastor Edmilson (PRB) que assumiu a mandato de Edmilson Soares. A justificativa do Padre é que o STF decidiu que a vacância permanente no mandato, na Câmara Federal, deve ser ocupado pelo primeiro suplente do partido e não o da coligação o que, para o padre, gera jurisprudência para seu retorno a Câmara Municipal, mas não obteve êxito nem na justiça eleitoral nem na comum.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Câmara promove na terça o Seminário Mulheres na Política
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A bancada feminina na Câmara dos Deputados estará
promovendo nesta terça-feira (15 de fevereiro) o Seminário “Mulheres na
Política”, evento que terá por base a discussão sobre a participação feminina
nas três esferas do poder público brasileiro. Segundo a deputada federal
Nilda Gondim (PMDB-PB), um dos pontos principais do seminário está
relacionado à Lei n° 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) – importante
instrumento de defesa da mulher que triplicou a pena para agressões
domésticas, permitiu que agressores sejam presos em flagrante, acabou com as
penas pecuniárias (aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou
multas) e trouxe uma série de medidas para proteger a mulher agredida, dentre
elas a determinação da saída imediata do agressor de casa. Durante o evento,
serão debatidas também políticas de combate à pobreza voltadas para a mulher.
“O seminário ‘Mulheres na Política’ será parte das comemorações relacionadas ao Dia Internacional da Mulher (8 de Março), e nesta oportunidade nós vamos debater as conquistas já alcançadas e ainda a alcançar como forma de fortalecer a luta da mulher brasileira por maiores espaços e por maior reconhecimento dentro do conjunto da nossa sociedade”, ressaltou Nilda Gondim na última quarta-feira (09), após participar de reunião preparatória do seminário. Ela informou que além do seminário, será realizada no dia 1º de março uma sessão solene conjunta da Câmara e do Senado em comemoração ao mês da mulher. Ao lado da parlamentar paraibana, a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), disse que é preciso comemorar as conquistas recentes das mulheres. “Além da eleição da presidente Dilma, as duas vice-presidentes, da Câmara e do Senado, são mulheres. Podemos comemorar isso e já discutir como aumentar a participação feminina a partir da reforma política”, comentou. Na Câmara Federal, a 1ª Vice-Presidência foi conquistada pela deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que contou com o voto da deputada paraibana Nilda Gondim e que é hoje a primeira mulher a ocupar um cargo como titular na história da Mesa Diretora da Casa. No Senado a 1ª Vice-Presidência ficou com a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Atribuições – A Mesa Diretora é a responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos das Casas Legislativas do País. Na Câmara Federal ela é composta pelo presidente da Casa, por dois vice-presidentes e por quatro secretários, além dos suplentes de secretários. Cada secretário tem atribuições específicas, como administrar o pessoal da Câmara (1º secretário), providenciar passaportes diplomáticos para os deputados (2º), controlar o fornecimento de passagens aéreas (3º) e administrar os imóveis funcionais (4º). Saiba mais sobre a Lei Maria da Penha Criando mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do parágrafo 8º do artigo 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, a Lei n° 11.340/2006 dispõe ainda sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal. Sancionada pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 7 de agosto de 2006, a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher recebeu o nome de “Lei Maria da Penha” como reconhecimento pela luta de uma mulher que, conforme enfatizou o próprio presidente, “renasceu das cinzas para se transformar em um símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil”. O projeto que originou a lei foi elaborado por um grupo interministerial a partir de um anteprojeto de organizações não-governamentais. O governo federal enviou a matéria ao Congresso Nacional no dia 25 de novembro de 2004. Lá, ele se transformou no Projeto de Lei de Conversão 37/2006, aprovado e depois sancionado pelo então presidente Lula. Símbolo contra a violência doméstica A mulher brasileira que emprestou seu nome à Lei 11.340/2006 é uma biofarmacêutica (Maria da Penha Maia) que lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Sobrevivente a duas tentativas de homicídio por parte do ex-marido (o professor universitário Marco Antonio Herredia), ela virou símbolo contra a violência doméstica. As tentativas de homicídios perpetradas por Herredia aconteceram em 1983, quando Maria da Penha tinha 38 anos e três filhas com idades entre 6 e 2 anos. Na primeira vez, segundo registros da imprensa nacional, ele deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984. Oito anos depois, o agressor foi condenado a oito anos de prisão, mas usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena. O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica. Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Após às tentativas de homicídio, Maria da Penha Maia começou a atuar em movimentos sociais contra violência e impunidade, tornando-se coordenadora de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV) no seu Estado, o Ceará. Quando da sanção da Lei 11.340/2006 por parte do então presidente Lula, ela orientou as mulheres e não terem vergonha de denunciar agressões sofridas, e, mais que isso, a denunciar logo a partir da primeira agressão. “Não adianta conviver. Porque a cada dia essa agressão vai aumentar e terminar em assassinato”, enfatizou. Principais pontos da lei O Brasil triplicou a pena para agressões domésticas contra mulheres e aumentou os mecanismos de proteção das vítimas. A Lei Maria da Penha aumentou de um para três anos o tempo máximo de prisão – o mínimo foi reduzido de seis meses para três meses. A Lei Maria da Penha o Código Penal e permite que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. Também acaba com as penas pecuniárias – aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas. A Lei Maria da Penha altera a Lei de Execuções Penais para permitir que o juiz determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação. A Lei Maria da Penha traz uma série de medidas para proteger a mulher agredida, que está em situação de agressão ou cuja vida corra riscos. Entre elas, a saída do agressor de casa, a proteção dos filhos e o direito de a mulher reaver seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor. A violência psicológica é caracterizada também como violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante à mulher o direito de ficar seis meses afastada do trabalho, sem perder o emprego, se for constatada a necessidade de manutenção de sua integridade física ou psicológica. A Lei Maria da Penha define como violência doméstica contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. Tais formas de violência podem ser física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. |
Cinco estados gastam mais do que podem com servidores; PB tem a situação mais grave
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Descontrole em contratações e na concessão de reajustes ao
funcionalismo levou Estados a ultrapassar o limite legal de gastos com
pessoal. Pelo menos cinco governadores assumiram os mandatos impedidos de
nomear um único servidor e de dar aumento por conta do desequilíbrio nessas
despesas. O problema atinge Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte
e Alagoas. Há outros, como Paraná, Acre e Tocantins que estão próximos de
ultrapassar esse limite.
Pela
Lei de Responsabilidade Fiscal, os Estados não podem gastar mais que 46,55%
do orçamento com servidores. Se passarem desse índice, ficam impedidos de dar
aumento e criar novos cargos. E se superarem 49% da receita com pessoal, o
governador tem que demitir funcionários, começando pelos cargos de livre
nomeação (sem concurso).
A
situação mais grave é na Paraíba. O governador Ricardo Coutinho (PSB) herdou
uma folha de pagamento que consome 55,41% da receita corrente líquida, de
acordo com o último relatório de gestão fiscal encaminhado ao Tesouro
Nacional. Para 2011, a
perspectiva é ainda pior. O gasto com pessoal chegou a 58% em janeiro.
A
Paraíba emprega cerca de 110 mil servidores, entre os quais 6,3 mil são
cargos de livre nomeação. Pela LRF, além de ter que demitir funcionários, o
Estado deixará de receber repasses federais.
Em Minas Gerais, reposição salarial concedida pelo
governo Aécio Neves (PSDB) por decisão judicial no ano passado, fez o Estado
passar a gastar 48,61% da receita com servidores. É a segunda maior folha de
pagamento do país, atrás apenas de São Paulo. O Estado emprega 3.703
servidores sem concurso público, de um total de 385,6 mil funcionários.
Em
Goiás, o gasto com pessoal informado ao Tesouro é de 47,2%, mas, segundo o
secretário de Gestão, Giuseppe Vecci, o comprometimento pode ser ainda maior.
Goiás é recordista em cargos de livre nomeação: 9.504 vagas.
No
Rio Grande do Norte, os gastos com pessoal consomem 48,8% da receita de R$
5,3 bilhões mensal. O governo de Alagoas ultrapassou o limite legal, mas está
em fase de ajuste. Em outubro, as despesas com servidores chegaram a 47,8% do
que o Estado arrecada. Mas, em dezembro, houve aumento da receita e o
percentual caiu para 45,24%. Se permanecer com esse índice até abril, o
governo alagoano poderá voltar a contratar funcionários.
OUTRO LADO
O
governo da Paraíba informou que para equilibrar suas contas tomou medidas
"radicais" como o desligamento de 40% dos cargos comissionados,
corte de 50% das gratificações e a não renovação de contratos com prestadores
de serviços. Apesar disso, a redução foi de apenas 7% nas despesas e o gasto
com servidores ainda está alto.
O
Estado pediu à União que amplie o prazo para se adequar. Pela Lei de
Responsabilidade Fiscal, os governadores têm prazo de oito meses para se
enquadrar aos percentuais legais.
A secretária
de Planejamento de Minas Gerais, Renata Vilhena, disse que os gastos com
pessoal explodiram porque no final do ano passado o Estado foi obrigado pela
Justiça a a fazer um "reposicionamento" salarial dos servidores.
Segundo
ela, não há preocupação porque o índice irá baixar devido a uma decisão da
União, que entrou em vigor em janeiro deste ano, que retira do cálculo das
despesas com pessoal a parcela de servidores pagos com recursos do Tesouro.
Com isso, disse Vilhena, Minas irá informar gasto com pessoal de 37,16% em
janeiro
A
portaria, no entanto, não tem o poder de mudar os índices previstos na Lei de
Responsabilidade Fiscal.
O
secretário de Gestão de Goiás, Giuseppe Vecci, responsabilizou o governo
anterior por contratações "desnecessárias". Afirmou que fará
controle rígido das despesas com pessoal para se enquadrar na lei.
No
Rio Grande do Norte, o governo não nomeou 58,8% dos cargos comissionados para
reduzir as despesas.
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PT de Campina Grande emite nota de repúdio a Ricardo
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A Executiva Municipal do PT de Campina Grande, presidida
por Alexandre Almeida (foto) se reuniu na noite da última
sexta-feira, 11, e elaborou uma nota de repúdio aos primeiros atos
administrativos do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Os petistas
campinenses se referiram de maneira crítica à exoneração dos servidores
temporários, ao corte de gratificações dos funcionários efetivos, cujo teto
foi estabelecido em R$ 500 e à demora na nomeação de diretores de escolas
eleitos pela comunidade escolar. "Não são os professores, os prestadores de serviço, os pro tempores, os policiais e muito menos a população que precisa de escola pública, saúde e segurança os responsáveis pelo tão propagado ´desequilíbrio fiscal do Estado´", diz a nota, que ainda reservou um espaço para prestar solidariedade ao deputado estadual Frei Anastácio (PT) que foi ironizado pelo secretário chefe de Governo, Walter Aguiar, durante um ato público promovido pelos policiais em prol do pagamento da PEC 300. Ao pressionar por uma audiência com o governador, o frei foi perguntado pelo colega de partido que cargo ele tinha na polícia. Confira a íntegra da nota do PT de Campina Grande: PARTIDO DOS TRABALHADORES DE CAMPINA GRANDE NOTA A EXECUTIVA MUNICIPAL DO PT DE CAMPINA GRANDE REUNIU-SE NA NOITE DE SEXTA-FEIRA DIA 11, E APROVOU NOTA DE REPUDIO AOS ATOS DO GOVERNADOR RICARDO COUTINHO (PSB). CONSIDERANDO QUE: 1- ESSES TRABALHADORES E TRABALHADORAS QUE PERCEBIAM APENAS O SALÁRIO MÍNIMO TIVERAM SUA ÚNICA RENDA ARBITRARIAMENTE SUSTADA NO MÊS DE JANEIRO – PERÍODO DE FÉRIAS COLETIVAS, ESPECIALMENTE DOS PROFESSORES; 2- PROFESSORES EFETIVOS TAMBÉM FORAM PREJUDICADOS COM O CORTE DE GRATIFICAÇÃO INERENTE AO TEMPO DE SERVIÇO E A PROGRESSÃO FUNCIONAL; 3- DIRETORES DE ESCOLAS ELEITOS DEMOCRATICAMENTE PELA COMUNIDADE ESCOLAR ATÉ O MOMENTO NÃO FORAM NOMEADOS; 4- A “PEC DOS POLICIAIS” APROVADA PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA E SANCIONADA PELO GOVERNADOR A ÉPOCA ENCONTRA RESISTÊNCIA DO ATUAL GOVERNANTE; 5- OS CIDADÃOS E CIDADÃS QUE POR COMPETENCIA FORAM APROVADOS NO CONCURSO PARA O HOSPITAL REGIONAL ESTÃO IMPEDIDOS DE TOMAREM POSSE PARA AS RESPECTIVAS FUNÇÕES; 6- RICARDO COUTINHO, OUTRORA DEFENSOR DOS SERVIDORES DEMITIDOS EM MASSA NA GESTÃO DO ENTÃO GOVERNADOR TARCISO BURITY, AGORA ESQUECE OS IDEIAIS REPUBLICANOS E SOCIALISTAS E PENALIZA DE FORMA DESUMANA OS TRABALHADORES COM CORTE DE SALÁRIOS, DEMISSÕES, SUPRESSÃO DE DIREITOS ADQUIRIDOS, SOB O ARGUMENTO DE EQUILIBRAR FINANCEIRAMENTE O ESTADO; 7- NÃO SÃO OS PROFESSORES, OS PRESTADORES DE SERVIÇOS, OS PRO TEMPORES, OS POLICIAIS, E MUITO MENOS A POPULAÇÃO QUE PRECISA DE ESCOLA PÚBLICA, SAÚDE E SEGURANÇA, OS RESPONSÁVEIS PELO TÃO PROPAGADO "DESEQUILÍBRIO FISCAL DO ESTADO". -DESTA FORMA REITERAMOS A NOSSA SOLIDARIEDADE AOS PRESTADORES DE SERVIÇOS, AOS PROFESSORES, AOS POLICIAIS, AOS CONCURSADOS DA SAÚDE, A TODOS AQUELES QUE VÊM SENDO TRATADO SEM O MÍNIMO DE RESPEITO PELO GOVERNADOR. -NOS SOLIDARIZAMOS AINDA COM O DEPUTADO ESTADUAL FREI ANASTÁCIO (PT) QUE LEGITIMAMENTE ABRAÇA A CAUSA DOS POLICIAIS, E QUE FOI IRONICAMENTE DESRESPEITADO PELO SECRETÁRIO DE GOVERNO WALTER AGUIAR. CAMPINA GRANDE, 11 DE FEVEREIRO DE 2011. EXECUTIVA MUNICIPAL DO PT DE CAMPINA GRANDE |
Projeto quer acabar com 14º e 15º salários de parlamentares, mas sofre resistências no Senado
Maioria dos senadores procurados pelo R7 não respondeu se aprova a mudança
Wanderley Preite Sobrinho e Marina Novaes, do R7
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Esses 14º e 15º salários são na verdade uma “ajuda de custo” para compensar as despesas que os parlamentares têm com a mudança e transporte de Brasília para seus Estados de origem no fim e no começo de cada ano.
Ao R7, Gleisi afirmou que essa ajuda fazia sentido nos tempos em que o transporte era difícil, como quando a capital federal ficava no Rio de Janeiro ou tinha acabado de ser transferida para Brasília. Mas hoje as coisas mudaram.
- Qual é o deputado e senador que faz mudança todo ano? Quando o Parlamento era no Rio, não havia transporte rápido e eles ficavam lá o ano inteiro. Só voltavam no final do ano. Mas não agora. Agora tem recurso. Temos de ser rigorosos com verbas indenizatórias, ou elas viram uma possibilidade de salário.
Pelas contas da senadora, o fim desses benefícios geraria uma economia de R$ 24 milhões por ano e ainda daria um lustre na imagem desgastada do Congresso.
- É uma oportunidade de recuperar a credibilidade diante da opinião pública. O Congresso não pode ser sinônimo de coisa ruim.
Como o projeto será votado primeiro no Senado e depois na Câmara, o R7 entrou em contato com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e com os líderes dos principais partidos da Casa. A reportagem conversou com a assessoria dos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Renan Calheiros (PMDB-AL), Humberto Costa (PT-PE), Alvaro Dias (PSDB-PR) e Gim Argello (PTB-DF). Apenas o petista e o tucano responderam à reportagem.
Embora goste do projeto, Humberto Costa admitiu a dificuldade em aprová-lo, já que outras ideias semelhantes já foram discutidas pela Casa, mas acabaram engavetadas.
Apesar de admitir a “pouca fé” em relação à aprovação da proposta, o senador diz acreditar que o PT – segunda maior bancada do Senado, com 15 cadeiras – apoiará a causa.
- O PT sempre se contrapôs a vários tipos de privilégio no Legislativo. Nós somos defensores de que o parlamentar tenha amplas condições de trabalhar, mas não quando o benefício é, de certa forma, um privilégio. Acho que a tendência do PT é ser favorável no projeto.
Já o líder do PSDB afirmou que vai votar favoravelmente à proposta. Dos outros parlamentares, nenhuma resposta, apesar da insistência da reportagem.
A própria autora da ideia reconhece a frieza com que o projeto foi recebido pelos colegas no dia em que ela apresentou a proposta, dia 2 de fevereiro último, dia em que os novos parlamentares tomaram posse.
- Poucos senadores vieram falar comigo, e quem falou não disse se era contra ou a favor.
Salários
Os parlamentares não querem discutir o fim do benefício, mas não abriram mão de se reunirem no dia 15 de dezembro do ano passado para aumentar seus próprios salários em 60%, de R$ 16.512 para R$ 26.713. Eles reclamavam que o último reajuste havia sido dado em 2007.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
CONCURSO CABEDELO
Aprovados que esperam nomeação vão a justiça contra Prefeitura e MP
Candidatos querem evitar que concurso seja cancelado. E querem celeridade da Prefeitura.
Uma delas tenta justamente contrapor a ação do MP paraibano, que alega irregularidades para cancelar todo o concurso. Eles alegam que o concurso não teve cartas marcadas, que todos se esforçaram para serem aprovados e que qualquer irregularidade deveria ter sido contestada logo no início do processo, e não depois de oito meses das provas terem sido realizadas.
A outra ação do grupo tem como alvo a própria Prefeitura de Cabedelo, que ainda não homologou o concurso público. Os aprovados querem a garantia judicial de que isto vai acontecer e que os aprovados serão imediatamente convocados para assumirem suas funções.
Entenda o caso – As provas do concurso foram realizadas em junho de 2010 e pouco mais de um mês depois a lista de aprovados foi divulgada.
Mesmo assim, a Prefeitura de Cabedelo não homologou o concurso, o que impedia que os aprovados fossem convocados.
No início deste ano, uma mobilização dos concursados começou a pressionar o prefeito José Regis (PDT) a regularizar o concurso, mas nada foi feito de efetivo.
Neste meio tempo, o promotor Valério Bronzeado entrou com uma ação civil pública pedindo o cancelamento do concurso. Ele alega que houve fraude nas provas para os cargos de fiscal de obras, agente fiscal de tributos, arquiteto, cirurgião-dentista e educação básica de língua brasileira de sinais.
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