segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Luciano Agra vai propor realização de plebiscito para saber se pessoense quer retirada do Aeroclube

O prefeito Luciano Agra (PSB) vai realizar uma audiência pública no Bairro do Bessa ainda esta semana para discutir com a população local a polêmica da retirada do Aeroclube do espaço onde se encontra hoje.

A audiência é o ponta pé inicial para um caminho que Agra pretende levar essa debate: o da legitimação social.

Depois disso, o prefeito vai propor um plebiscito, com base no Estatuto das Cidades, para que o pessoense diga se a prefeitura deve continuar lutando para colocar o Aeroclube em outro local. A Justiça Eleitoral realizaria a consulta.

Agra foi claro: se a população não quiser um grande parque com direito a teatro e tudo no Bessa, a prefeitura vai esquecer esse assunto. “E faremos o parque dentro do canal”, declarou o prefeito.

Agra considera que a situação chegou num nível que somente a palavra popular terá o poder de conduzir o debate.

A audiência será realizada provavelmente no auditório de uma igreja no Bessa, com capacidade para duas mil pessoas. Serão chamados ainda os representantes legais e jurídicos do Aerclube, bem como associações de moradores e representantes da prefeitura de João Pessoa.

Hoje, o Aeroclube promoveu manifestação (foto) e recebeu solidariedade de pilotos de outros estados pela destruição da pista no dia em que a prefeitura recebeu da Justiça liminar para tomar posse do local. Eles alegaram truculência por parte da prefeitura.

Moradores do Bessa, no entanto, prometem ato público em favor da retirada do empreendimento do local. A prefeitura diz que deu três opções de localidade para construção de novo Aeroclube e ainda depositou R$ 5 milhões pela desapropriação. O projeto prevê a construção de um parque em 75% da área do Aeroclube. O acordo inicial previa que 25% da área seria destinada para que os donos do empreendimento vendessem para a especulação imobiliária.

O debate tomou conta da cidade e mexeu até com quem nunca andou de avião ou passou pelo Bessa.

De toda forma, a tese de transferir para o povo a decisão é acertada. Tira o debate do gabinete do prefeito e da sala dos empresários e coloca na rua. Dependendo da resposta, um dos dois lados vai perder força.

Blog do Luís Tôrres

Isolada, ex-prefeita Luiza Erundina ameaça deixar o PSB






 A possível chegada do prefeito Gilberto Kassab, que prepara a saída do DEM, ameaça provocar uma baixa histórica no PSB. Desiludida, a deputada Luiza Erundina (SP) promete deixar o partido se o flerte for consumado.

Ela anunciou a decisão à Folha na noite de anteontem. Em tom de desabafo, acusou a direção da sigla de desprezar os ideais socialistas ao negociar a filiação de Kassab, que planeja levar aliados como o vice-governador Guilherme Afif (DEM).

"Eles representam forças claramente conservadoras, de direita. Se forem aceitos, não terei mais espaço no partido. Não terei razão para estar nele", afirmou Erundina.

Aos 76 anos, a primeira mulher a governar a capital paulista (1989-92) não poupou adjetivos para atacar a aproximação: "absurda", "inconsequente", "incoerente". Prometeu lutar "até o fim", mas admitiu ter poucas chances de brecá-la.

"Já estou isolada no partido há muito tempo. Se isso acontecer mesmo, não vou mais respirar politicamente no PSB", sentenciou.

"Não digo que serei um incômodo para eles porque não estarei mais lá. Se for o preço a pagar, não tem importância. Não vou transigir com o que acredito."

Filiada ao PSB desde 1997, Erundina disse que a negociação ameaça rebaixar os socialistas ao papel de linha auxiliar do ex-presidenciável José Serra (PSDB) na disputa com outro tucano, o governador Geraldo Alckmin.

"O PSB não pode ser barriga de aluguel. Kassab é o plano de Serra para derrotar Alckmin. É um pedaço do PSDB tentando derrubar outro pedaço do PSDB."

Para ela, os personagens em jogo são "absolutamente incompatíveis" com a história do PSB e não podem militar num partido que "tem o S de socialista no nome".

"Se admitir isso, o partido vai passar da esquerda para a direita. O DEM sustentou a ditadura militar, que nos impôs tortura, exílio e desaparecimentos. É uma mistura que a química não admite."

A ex-prefeita também criticou a aposta em candidatos sem identificação com o partido, como o recém-eleito deputado Romário (PSB-RJ).

"Está havendo uma frouxidão além do razoável. Isso não é crescimento, é inchaço. Inchaço é doença, e essa doença vai matar a identidade do partido."

Reeleita para o quarto mandato com 214 mil votos, Erundina mantém a força nas urnas, mas sofre derrotas em série na legenda.

Em 2008, foi impedida de se candidatar a vice na chapa de Marta Suplicy (PT) a prefeita. No ano passado, não impediu o PSB de bancar a candidatura ao governo paulista do empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

No último revés, foi obrigada a engolir a adesão do presidente regional do partido, Márcio França, ao secretariado de Alckmin. "Ele decide tudo sozinho. Não faz consultas, não comunica nada a ninguém. Age como se fosse o dono do PSB."

Apesar do pessimismo, Erundina ainda sonha em convencer o presidente nacional do partido, o governador pernambucano Eduardo Campos, a interromper a negociação com Kassab.

Ela evitou antecipar os próximos passos em caso de nova derrota. "Se for para disputar pelo poder pelo poder, poderia estar no PT, que é um partido maior e que ajudei a fundar", disse.

"Essas coisas não me motivam a permanecer na política. Não preciso disso, não tenho nada a ver com isso."


Vitalzinho e Agra deixam diferenças de lado e abrem Folia de Rua em JP

Prefeitura de João Pessoa e senador fizeram parceria para buscar recursos para evento

Vitalzinho e Agra durante Folia de Rua
O Senador Vital do Rego (PMDB-PB) participou neste final de semana do Folia de Rua, em João Pessoa, acompanhado do prefeito da capital, Luciano Agra. Vital participou da abertura do evento, na sexta-feira, no Ponto de Cem Réis e desfilou em blocos, como o Confete e Serpentina, caindo Na folia, ao som de ritmos alternativos como hip hop, rock e música eletrônica, além do tradicional frevo cantado por artistas locais e pelo maestro Duda, de Pernambuco, principal atração da noite.


Graças ao apoio da Prefeitura de João Pessoa e à verba destinada pelo Senador Vital do Rego a festa, este ano, pode ser realizada. A abertura do evento teve dois palcos, sendo um no Ponto de Cem Réis e outro na Praça João Pessoa.


“Ao receber o apelo dos pessoenses, convidei o prefeito Luciano Agra e fomos ao Ministério do Turismo. E, graças ao empenho do ministro conseguimos colocar uma emenda nossa para garantir a beleza que é esta festa maravilhosa, que leva o nome de João Pessoa ainda mais ao cenário nacional, já que, aqui, fazemos a maior prévia carnavalesca do Brasil”, disse Vital.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dirigente nacional do PT confirma candidatura própria, cita 4 nomes e deixa Rodrigo fora da lista

Paulo Frateschi informou que lançar candidato próprio nas maiores cidades do país é uma determinação da Executiva Nacional
Paulo_Frateschi_20110225_150035O secretário nacional de organização do PT, Paulo Fratesche, confirmou nesta sexta-feira (25), que o partido vai ter candidatura própria nas eleições 2012 em João Pessoa. Ele chegou a citar quatro propensos candidatos, mas o nome do presidente da legenda no estado, Rodrigo Soares não foi lembrado e ficou fora da lista do petista.
Segundo Fratesche, entre os nomes mais fortes para disputar a prefeitura da Capital estão os três deputados estaduais Anísio Maia, Frei Anastácio e Luciano Cartaxo. Porém, para o secretário nacional do partido, o deputado federal Luiz Couto é o mais forte entre todos para entrar na briga.
“Eu acredito que os nomes fortes para candidato a prefeito de João Pessoa são os dos deputados estaduais Anísio Maia, Frei Anastácio e Luciano Cartaxo, além do deputado federal Luiz Couto que desponta como o mais forte entre todos”, revelou o secretário nacional do PT.
Paulo Fratesche informou que lançar candidato próprio nas maiores cidades do país é uma determinação da Executiva Nacional e que em João Pessoa não será diferente. “A proposta é fazer com que o partido cresça e adquira força política em todo o país”, concluiu.

Municípios receberão R$ 1 milhão nesta segunda-feira


Informação é do presidente da União Brasileira de Municípios, Leonardo Santana

Leonardo Santana, presidente da Ubam
Foi creditada nas contas das prefeituras de todo país a terceira parcela do Fundo de Participação dos Municípios, o chamado terceiro decênio. Os recursos estarão disponíveis nesta segunda-feira (28). Com a retenção do Fundeb, os valores somam R$ 859 milhões. Sem a retenção do Fundeb, o os recursos ultrapassam 1 bilhão de reais. A informação é do presidente da União Brasileira de Municípios (UBAM), Leonardo Santana.

Leonardo informou também que o FPM registrou queda de 7% em relação à estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), fato que foi previsto pelos técnicos da UBAM no mês anterior.

O total de recursos do FPM, repassados durante o mês de fevereiro, é de 6 bilhões de reais, sendo que o montante é 1% menor que previsto pela Receita Federal, tendo crescimento de 25% se comparado a janeiro de 2010, embora, lembrou Leonardo, que o FPM de 2010 foi 6% menor que 2009, acumulando assim perdas que não serão reparadas por leves aumentos, que são resultados da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no mês passado, os quais registraram crescimento de quase 30% em relação ao mesmo período de 2010. 

AEROCLUBE DO BESSA

Governador acusa figuras carimbadas de agirem como “urubus na carniça”

Ricardo condena intromissão da cúpula do PMDB da Paraíba na desapropriação

Ricardo: PMDB deveria defender direito do povo
O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), comentou neste sábado (26), pela primeira vez, sobre a polêmica em torno da desapropriação do Aeroclube do Bessa, em João Pessoa.

Ricardo foi duro no comentário. "Lamento ver algumas figurinhas carimbadas da política local sobrevoando essa questão como se fossem urubus em cima da carniça".

Para o governador, a cúpula do PMDB da Paraíba tenta politizar um fato que só deveria ser questionado na esfera judicial. "Se tem uma desapropriação. A Lei está aí para ser observada", disse o socialista.

"Lamento quando vejo pessoas que não trazem um centavo para fazer uma casa ou um metro de calçamento em João Pessoa e na Paraíba se alvorarem do direito de rapidinho tentar politizar o caso em Brasília, envolvendo de forma irresponsável o Governo Federal numa disputa política local", atacou o governador.

Ricardo criticou os "que defendem direitos privados deveriam correr para defender o direito do povo".

O recado foi contra a ligação da direção do Aeroclube a setores do PMDB. Os advogados ligados ao partido advogam a tese da entidade. N semana passada, a bancada federal paraibana e o ex-governador José Maranhão foram ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, pedir a reconstrução da pista.

Líder do DEM aposta em "traições do PMDB" para fortalecer a oposição

Demóstenes admite derrotas, mas vê fim da lua de mel da sigla com o governo
Renan Ramalho, do R7, em Brasília
Agência BrasilAgência Brasil
Demóstenes: Nós vamos perder, enquanto o PMDB estiver aliado com o PT
Ciente de que a oposição não tem força numérica para derrotar o Planalto no Congresso, o senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM no Senado, admite que a esperança de alguma vitória está no PMDB, o principal aliado do governo. Na Câmara, o partido votou unânime na aprovação do salário mínimo de R$ 545, como queria o governo. Mas no Senado, cinco peemedebistas “independentes”, ainda que poucos, já acenaram com a oposição, votando a favor de R$ 560 ou com abstenções.
O senador diz não se importar se eventuais adesões do PMDB se darão por causa das ideias ou por insatisfação de deputados e senadores, quando não tiverem pedidos atendidos pelo Executivo. Prevê que a lua de mel não passa do meio do ano.
Leia trechos da conversa do senador com o R7.
R7 – Em número menor, a oposição caminha para derrotas consecutivas?
Demóstenes Torres - Já está claro que nós vamos perder as votações, enquanto o PMDB estiver aliado com o PT. É uma coisa que a gente não sabe se vai indefinidamente. O PMDB às vezes é governo, às vezes não é. Enquanto isso não acontece, vamos perder. Agora, temos que nos preparar para que as discussões sejam vigorosas. Para mostrar ao eleitor que nós tínhamos razão. Perdemos não na discussão, mas no voto.
R7 – Mas hoje o PMDB está na vice-presidência. Isso não diminui a chance de traições?
Demóstenes - Daqui a quatro, cinco, seis meses, isso [traições] pode ser plenamente factível. Vamos ver como a carruagem anda. É o fisiologismo. No dia em que o PMDB quiser derrotar o governo, ele se aliará a nós, como aconteceu no passado. Isso é esse jogo brutal entre eles.
R7 – Mas isso não seria ruim para a oposição, conseguir apoio só por causa de traição?
Demóstenes - Isso é ótimo para a oposição. Isso é ótimo para o Brasil. Qualquer situação em que você derrotar o governo numa matéria vexatória como essa [do salário mínimo]. Se o PMDB tivesse aliado conosco para derrubar esse artigo do decreto, não seria ótimo para o Brasil? Então, em muitas situações, poderemos talvez contar com o PMDB. Evita que o rumo único definido pelo governo seja sempre acatado pelo Parlamento.
R7 – Mesmo quando a definição não se dar por ideias, mas sim em troca de cargos e verbas?
Demóstenes - O que eu tenho com isso? O PMDB do jeito que vai decidir, não interessa. Esse jogo não muito programático acontece o tempo inteiro. Agora o que interessa para mim é o resultado. Se for bom para o Brasil e o PMDB votar conosco numa ou outra matéria, ótimo.
R7 - A caminho da oposição no Congresso é obstruir?
Demóstenes - Quando for possível, a obstrução pode ser uma das estratégias. Eu acho que nós não devemos ter isso como única arma. Tem que ser o preparo, a qualidade, o debate, o enfrentamento sadio, a discussão e mesmo para mostrar que podemos ter alternativa para o Brasil, ainda que não agora.