sábado, 7 de maio de 2011

USANDO O BOM SENSO

 Rodrigo Soares admite aliança do PT com Luciano Agra

Rodrigo Soares, ao centro

O presidente do diretório estadual do PT da Paraíba, Rodrigo Soares, disse hoje no Tambaú Debate da Tambaú FM que defende a candidatura própria a prefeito de João Pessoa e Campina Grande nas eleições de 2012. O dirigente afirmou, contudo, que o momento atual não é de citar os nomes dos postulantes, mas sim de construir projetos para as principais cidades do Estado. Ele destacou o fato de o PT ter experiência na administração de várias cidades brasileiras e não poupou as críticas ao Governo de Ricardo Coutinho (PSB) e à gestão de Luciano Agra (PSB) em João Pessoa.
- João Pessoa tem ficado para trás e não tem conseguido gerar emprego e renda como a economia requer. O PT participa da administração municipal, mas não é o prefeito. Uma gestão do PT teria um outro olhar sobre o problema. O PT não está no núcleo de governo.
Mesmo tendo reclamações ao prefeito Luciano Agra, Rodrigo enfatizou que uma eventual composição com o socialista para as eleições municipais de 2012 não está fora das cogitações do partido:
- Esse cenário não está descartado porque não há definições formais do partido a respeito desse assunto. Mas eu diria que João Pessoa, assim como outras cidades da Paraíba, estará concluindo um ciclo de 8 anos. A gestão de Agra é o final do ciclo de Ricardo Coutinho. Acredito que seja bom o PT colocar um nome na disputa. Nossos parlamentares estaduais e federais estão entre os mais votados das eleições de 2010.
Campina Grande - O presidente do PT da Paraíba também comentou o panorama sucessório em Campina Grande e disse que o partido pode lançar um candidato a prefeito na Rainha da Borborema. Ele minimizou o fato de o presidente do diretório local, Alexandre Almeida, ser assessor do senador peemedebista Vital Filho:
- Em Campina Grande, estamos avançando neste sentido. Em João Pessoa, os dirigentes querem candidatura própria e em Campina Grande é a mesma coisa.
Ao ser questionado sobre a aparente contradição no fato de o presidente do PT campinense, Alexandre Almeida, ser assessor do senador Vital do Rêgo, do PMDB, Rodrigo disse não ver problemas:
- Isso é uma questão muito pessoal do presidente do PT de Campina. Eu não quero adentrar. O PT é um colegiado. O presidente não tem sua vontade imposta. O colegiado tem diferentes correntes e o partido toma as decisões. Mas, em Campina Grande também se conclui um ciclo de oito anos do PMDB.

Presidente do PT paulista admite disputar Prefeitura de SP com PMDB

 Edinho Silva reiterou que seu partido lançará nome próprio e pregou respeito a Chalita

O presidente do PT paulista, deputado estadual Edinho Silva, admitiu nesta sexta-feira (6) possibilidade de que PT e PMDB caminhem separadamente nas eleição para prefeito de São Paulo, no ano que vem.

Edinho reafirmou que o PT lançará nome próprio e defendeu que uma eventual candidatura do deputado federal Gabriel Chalita, cogitada pelo PMDB, seja recebida com respeito.

- Não precisamos que todos os aliados estejam juntos em um primeiro momento. Se for possível, seria o ideal. Se não for possível, estaremos juntos no segundo turno.

Edinho destacou que Chalita - hoje no PSB, mas com adesão ao PMDB já confirmada - faz parte da base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, e afirmou que se trata de uma liderança com capacidade para disputar a Prefeitura de São Paulo.


- Podemos procurar o PMDB, mas sempre com muito respeito, enxergando que o partido está construindo uma candidatura, uma liderança que tem todas as condições de disputar a Prefeitura.

O presidente estadual do PT disse acreditar que o partido encontrará um nome natural para a eleição paulistana, sem a necessidade de prévias.

- Acredito no diálogo, e que é possível, sim, construirmos uma candidatura que unifique o PT.

“Hoje você quase não vê cavalos transportando pessoas, você vê motos”, diz Ricardo ao justificar Medida Provisória

MP da anistia das motos será assinada em Pombal

O governador Ricardo Coutinho assina neste sábado (11) a medida provisória que anistia os emplacamentos de motos, até 150 cc., em Pombal.

“Hoje você quase não vê cavalos transportando pessoas. Você motos”, disse o governador justificando a iniciativa do Governo, ao lembrar que muitas motos têm hoje um débito maior, com o Detram, que o valor do veículo.

Ricardo deixou claro que não pretende anistiar os motociclistas outra vez e que quem perder a oportunidade será punido com o vigor da lei.

Só terão direito as anistias os proprietários que tenham uma só moto e que emplaquem o veículo este ano.

Segundo o Governo a medida vai permitir a regularização de cerca 120 mil motocicletas que se encontram inadimplentes.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Grave acidente em Juazeirinho deixa dois motoqueiros feridos


         Um grave acidente aconteceu nesta quinta feira (5), por volta das 13:30 horas na BR 230, na cidade de Juazeirinho, envolvendo dois veículos e uma motocicleta deixando dois gravemente feridos.

Uma Carreta trafegava no sentido Patos, Campina e a motocicleta no sentido contrario a mesma conduzida por Francisco de Assis da Silva, 22 anos, residente em Soledade e o passageiro Leandro Araújo , 21 anos, residente na zona rural de Tenório.

 Quando tentou fazer uma ultrapassagem irregular, a uma F-4000 acabou colidindo de frente com uma carreta. Quando o motoqueiro se deparou com a carreta tentou voltar para a sua mão, mas já era tarde e bateu na F 4000, que por pouco não passou por cima dos motoqueiros.

 Com o forte impacto Francisco de Assis teve fraturas expostas, já Leandro sofreu politraumatismo craniano encefálico. Os motoqueiros receberam os primeiros socorros no hospital local, e encaminhados para um hospital, em Campina Grande.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Rui Falcão: "Em 2010, foi tudo pela Dilma. Agora, é tudo pelo PT"

 “Em 2010, foi tudo pela Dilma. Agora, é tudo pelo PT”. É dessa forma que o novo presidente do PT, o deputado estadual Rui Falcão (SP), resume a tática partidária para as eleições municipais de 2012. Em entrevista ao jornal O Globo, Falcão diz que a estratégia e as candidaturas passarão pelo crivo do ex-presidente Lula.
Falcão confirma que o PT terá candidato à prefeitura de São Paulo, onde a vitória é vista como “precondição” para romper a hegemonia do PSDB no governo estadual em 2014. A ampliação de prefeituras petistas em todo o país, segundo ele, também ajudará a manter Dilma no Planalto a partir de 2014. Cuidadoso, deixou claro que o PT não irá menosprezar aliados, mas começa desde já o esforço para viabilizar candidaturas próprias.

O Globo - A eleição do senhor irá apaziguar setores insatisfeitos do PT, que reclamavam de ter caído no “vazio” nos primeiros meses do governo Dilma?
RUI FALCÃO: No primeiro escalão, o PT está muito bem situado, temos os ministérios da Saúde e das Comunicações, que antes não estavam conosco. No segundo escalão, há outros partidos que compõem a base aliada e que têm suas demandas nos estados. É questão de tempo, para o governo analisar e compatibilizar as demandas. O “vazio” que você cita é natural. Foi fruto, por um lado, do momento, de início do governo e, por outro lado, do nosso presidente (José Eduardo Dutra) ter ficado doente e não ter conseguido se engajar mais.

O Globo - Parte do PT está insatisfeita com a conduta da equipe econômica.
FALCÃO: Neste fim de semana, o diretório aprovou resolução – sem questionamento dos vários grupos representados – dizendo que concorda com a orientação que o governo vem dando à política geral e à política econômica. O combate à inflação não implica em arrochar salários, promover desemprego ou recessão.

O Globo - A resolução do diretório fala em pressões inflacionárias “propagandísticas”. O PT vê uso político da situação?
FALCÃO: Um dos componentes da inflação é a expectativa futura. Ficar batendo que o governo vai perder o combate contra a inflação, ou que a inflação fugirá do controle, gera expectativas negativas. O melhor é ter tranquilidade. No segundo semestre haverá acomodação de preços.

O Globo - O PT se fortalecerá com Dilma?
FALCÃO: Tínhamos diálogo com Lula e temos com Dilma. Não é porque o presidente não é mais o Lula que o partido vai fazer mais exigências. O PT se fortalece mais se o governo continuar agindo tão bem, porque a popularidade do governo se transfere para o PT.

O Globo - E a volta de Delúbio Soares não abala a credibilidade?
FALCÃO: O diretório, por 60 votos contra 15, com duas abstenções, autorizou que ele se filie. Vamos esperar um pouco, fazer pesquisas e ver se isso teve repercussão negativa na sociedade, e qual foi a extensão. Nossa decisão não representou qualquer tipo de anistia. Foi uma decisão pautada pelo princípio de que não temos penas perpétuas. Nesses seis anos, ele teve um comportamento compatível com alguém que foi do PT. Isso não apagou os erros que cometeu. E foi punido pelos erros políticos que cometeu, com a pena mais grave do partido, a expulsão.

O Globo - Ele também é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos. Para usar uma frase do Delúbio, acha que o caso já virou uma “piada de salão”?
FALCÃO: Essa avaliação só se pode fazer como fato concreto se o STF vier a condená-lo. Até o momento, ele é réu, tem direito a ampla defesa.

O Globo - Como é sua relação com a presidente, especialmente devido à turbulência nas eleições?
FALCÃO: Minha relação com ela é muito boa. Não há afastamento nem atrito. Eu a conheci nos anos 70, militamos juntos. Eu participei de toda a campanha, não é verdade que tenha sido alijado. Fiquei até o último dia, participei da posse e recebi um abraço afetuoso dela, celebrando a vitória. E aquela versão da campanha de que eu havia tirado dados de um computador é fantasiosa, não existiu. Estou processando o autor da calúnia, civil e criminalmente.

O Globo - Como o PT fará para tirar a reforma política do papel?
FALCÃO: Caminhamos para a possibilidade de votar a reforma, ainda que não tenha a amplitude que o PT pretende. O financiamento público de campanha tem consenso em quase todos os partidos. O voto em lista vai mobilizar a sociedade.

O Globo - Por quê?
FALCÃO: A lista é a única maneira de permitir uma maior representação das mulheres e das etnias. Hoje existe um sub-representação flagrante desses setores, mesmo com exigências de 30% nas chapas. Essa possibilidade vai aumentar o interesse das entidades e das mulheres, que são formadoras de opinião.

O Globo - A população confiará aos partidos a tarefa de montar as listas? Não é cheque em branco?
FALCÃO: Mas hoje temos as listas dos banqueiros e empreiteiros, das quais a sociedade não participa. Há dominância desses setores na composição do parlamento. O representante deve ser devedor do representado. Mas acaba sendo devedor do financiador. Esse é problema.

O Globo - A criação do PSD muda o cenário político nacional e paulista. Como o PT analisa esse quadro?
FALCÃO: Vários futuros integrantes do PSD declaram que querem compor com a base da Dilma. Se for assim, é positivo, amplia nossa base no Congresso. Mas o fundador disse que apoiaria o ex-governador Serra em São Paulo. Isso pode ensejar movimentos futuros nos quais o partido, mesmo dando sustentação no Congresso, pode ter um caminho eleitoral que o coloca na oposição. O PSD agora não é nada, nem partido é ainda.

O Globo - Em São Paulo, um dos últimos “bastiões” do PSDB, como o PT vai se organizar?
FALCÃO: Já há um movimento estadual e municipal. Quanto antes o PT definir a tática e arregimentar alianças, maiores as chances de sucessos em 2012. E o sucesso em 2012 é precondição para, em 2014, tentar quebrar a supremacia tucana no governo estadual. Na definição da tática, os companheiros vão avaliar que, em 2010, foi tudo pela eleição da Dilma. Era a tática correta, também para aumentar nossa força no Senado e dar maior sustentação a ela. Agora, é tudo pelo PT, fortalecer o PT. O que não significa desprezar aliados. A orientação geral deverá ser a de fortalecer o PT nas eleições de 2012, para criar condições de reeleger a Dilma em 2014 e conquistar novos espaços.

O Globo - A decisão passa pelo Lula?
FALCÃO: Para todas as decisões do PT, devemos ouvir a opinião do presidente Lula.

Fonte: O Globo

Sarney diz que mídia enfraquece o poder dos partidos políticos



 Em seminário do PMDB que discutiu nesta quinta-feira estratégias de comunicação política, o senador José Sarney (PMDB-AP) disse que a mídia enfraquece os poderes dos partidos políticos no Brasil. Segundo Sarney, os políticos precisam criar mecanismos para que não percam sua "legitimidade" diante da atuação da imprensa.
"O Congresso depois de um mês, dois, três, começa a ser contestado. Os deputados não sabem porque foram eleitos e o eleitor não sabe mais que elegeu o deputado. A partir daí, a mídia e seus instrumentos entram e dizem: não, nós passamos a representar o povo. Esse é o grande desafio do mundo atual, da classe política."
Sarney disse que todos os políticos se queixam da imprensa, mas precisam fazer a "sua parte" ao defender que a liberdade de expressão sirva à democracia sem "desvirtuá-la".

Apesar das críticas, Sarney disse ser contrário a instrumentos de controle da imprensa brasileira. "Até o tempo corrige os equívocos que a mídia corrige. Talvez eu tenha sido o presidente mais criticado da história do Brasil, mas nunca ninguém viu da minha parte nenhuma reação violenta contra isso."
O peemedebista afirmou que a imprensa, as ONGs e a própria sociedade civil tiram "nacos" da atividade política --o que enfraquece os partidos e o Congresso.
"Nós precisamos disputar esse espaço de saber quem representa a opinião pública", afirmou.
O PMDB organizou seminário para discutir novas estratégias de mídia com a presença de marqueteiros americanos responsáveis pela campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos.
O vice-presidente Michel Temer disse que os peemedebistas precisam melhorar sua estratégia de comunicação para que a sociedade conheça as ações do partido.
"Quando você realiza as coisas e não consegue transmiti-la ao grande público, a imagem geral que se tem do partido muitas vezes é negativa. O que o partido faz não chega ao grande público", afirmou.
Para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), os políticos precisam interagir com a sociedade para que sua representação não "caduque". "O nosso problema é como o PMDB, o maior partido do Brasil, dialoga com a sociedade. Cada vez mais a sociedade demanda informações que a mídia tradicional não é capaz de atender."

Daniella diz que PP vai apresentar nome para derrotar candidato de Veneziano em 2012

Ela diz, no entanto, que o candidato ainda não está definido.

A deputada estadual Daniella Ribeiro garantiu nesta quinta-feira (5) que o seu partido, o PP, vai apresentar candidatura própria para a Prefeitura de Campina Grande. E dispara: “Somos oposição ao prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) e queremos apresentar um nome que derrote qualquer que seja o candidato da situação”.

Apesar de ela própria ser diversas vezes apresentada como candidata natural da legenda para a disputa de 2012, Daniella Ribeiro nega que o nome do candidato já esteja decidido. “O momento não é de discutir as eleições do ano que vem. Estamos trabalhando pela Paraíba e só no momento certo vamos discutir isto. Mas de antemão já dizemos que apresentaremos candidato”, enfatiza.

E prossegue: “de minha boca mesmo nunca ninguém escutou em dizendo que serei candidata a prefeita. Existe esta possibilidade, é verdade, mas nada foi definido ainda”.