segunda-feira, 17 de outubro de 2011

'Deus criou os Estados Unidos para liderarem o mundo', diz presidenciável americano


Com um Obama fragilizado, as portas do império novamente abrem-se para o que há de mais conservador


Impulsionado pelas pesquisas de intenção de voto, que o colocam à frente do presidente Barack Obama, o pré-candidato republicano Mitt Romney desenterra os pensamentos mais retrógrados. Em ato na Carolina do Sul centrado em política externa, pediu um século de domínio americano, falou em ignorar instituições como a ONU se necessário e disse que Deus criou os Estados Unidos para liderarem o mundo.

- Este tem quer ser um século americano. Num século americano, a América tem a economia mais forte e o maior poder militar do mundo  - afirmou Romney. - Deus não criou esse país para ser uma nação de seguidores. A América não é destinada a ser uma das várias potências globais igualmente equilibradas. A América precisa liderar o mundo, ou alguém tomará a frente.

Manifestantes 'contra corrupção' não sabem o que combatem e/ou almejam


A corrupção é uma praga que corrói e deve ser combatida, mas ao movimento falta qualquer tipo de proposta objetiva, o que o transforma num simples desabafo, além de servir a interesses escusos



O buraco é mais embaixo
Governos progressistas precisam dizer ao que vêm. Os socialistas europeus se renderam às regras do mercado e foram engolidos pela crise, possibilitando o crescimento da direita. Barack Obama, eleito como sinal de mudança após a truculência republicana, está com seus menores índices de popularidade, sem conseguir reduzir o poder do mercado e tímido demais ao enfrentá-lo. Dificilmente voltará a ter os votos dos que acreditaram no lema "yes, we can", já que não pode mudar nada e enfrenta uma insatisfação que cresce e aparece no movimento "Ocupar Wall Street".

Não adianta ser de esquerda ou progressista sem implantar nos governos uma linha de atuação que assim os identifique.

O governo Lula começou amarrado pela Carta aos Brasileiros e a necessidade de recuperar um país em frangalhos e parecia condenado a ser mais do mesmo, apesar das boas intenções. Aos poucos, foi encontrando o caminho, e, no segundo mandato, deslanchou. A ênfase nos programas sociais, o fim das privatizações em grande escala e o papel atuante do Estado levaram o Brasil a outro patamar, elogiado no mundo todo.

A atuação decisiva do governo e o uso das ferramentas do Estado no enfrentamento da crise econômica foram exemplares. Ao oferecer crédito em meio à crise, fortalecer o mercado interno e movimentar a economia, o Brasil mostrou que não se resolvem situações de aperto econômico com mais aperto. O sufoco por que passam muitos países europeus, condenados a apertar ainda mais os cintos e a sacrificar suas populações, mostra que este modelo de rigor fiscal não dá certo. E, além do mais, é injusto, pois condena as pessoas a pagar pelos erros que não cometeram, enquanto os responsáveis são sempre socorridos pelos Estados e continuam na bonança.



Certa vez, elas 'cansaram'
O governo Dilma é um prosseguimento do governo Lula nas suas linhas mestras. Em sua visita  à Bulgária, Dilma reafirmou os compromissos com o crescimento e com um modelo que não interrompa o ciclo virtuoso que o país vem vivendo. A presidente não cai no conto da ameaça inflacionária como inibidora de uma política expansiva e atua com firmeza, inclusive sobre a taxa de juros, para não deixar que o mercado retome o controle total do país.

Neste sentido, parecem fora de foco as manifestações contra a corrupção que tentam emplacar por aqui. Não que a corrupção não deva ser combatida, pois é uma praga que corrói nossa sociedade desde os tempos de colônia. Mas ao movimento falta qualquer tipo de proposta objetiva, o que o transforma num simples desabafo, além de servir a interesses escusos. Os casos de corrupção que vieram à tona foram resolvidos e não se nota no atual governo complacência com este tipo de situação.

Talvez fosse mais efetivo um movimento pela reforma política que mudasse as regras do jogo e impedisse que governos progressistas ficassem reféns de alianças com fisiologistas. Ou por uma forma de democracia mais direta, pela qual os governos pudessem consultar a população sobre diversas temas e deixá-la decidir sobre os rumos do país.

O filósofo esloveno Slavoj Zizek  esteve visitando o acampamento do movimento "Ocupar Wall Street", no parque Zuccotti, em Nova York, e falou aos manifestantes.

"Lembrem-se, o problema não é a corrupção ou a ganância, o problema é o sistema", disse ele, salientando as possibilidades quase ilimitadas que nos são oferecidas sem que, na prática, possamos desfrutar delas. "É possível viajar para a lua, tornar-se imortal através da biogenética... Mas olhem para os terrenos da sociedade e da economia. Nestes, quase tudo é considerado impossível. Querem aumentar um pouco os impostos aos ricos? Eles dizem que é impossível. Perdemos competitividade. Querem mais dinheiro para a saúde? Eles dizem que é impossível, isso significaria um Estado totalitário. Algo tem de estar errado num mundo onde vos prometem ser imortais, mas em que não se pode gastar um pouco mais com cuidados de saúde."

O discurso de Zizek deveria ser escutado aqui. As questões por ele levantadas são as essenciais. Também seria necessário taxar mais os ricos e o governo está em plena campanha por mais dinheiro para a saúde. A reação por aqui é exatamente a mesma que ele aponta. A corrupção não é o problema central. A luta deve ser por mais bem comum. E isto, no estágio de desenvolvimento brasileiro, é melhor saúde e educação para todos e uma possibilidade de um padrão de vida decente, sem desigualdades que nos envergonhem. Corrupção existe no mundo todo e precisa ser enfrentada com aperfeiçoamento dos mecanismos de investigação e punição. Mas está longe de ser uma questão transformadora.

Bancários decidem hoje sobre fim da greve na Paraíba

Categoria realiza Assembléia Geral hoje para avaliar proposta dos banqueiros

Os bancários vão decidir em assembleias em todo o Brasil se vão encerrar a greve, que já chega ao 21º dia. A categoria vai analisar em cada estado as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na noite da última sexta-feira, em São Paulo. Se o aumento de 9% no salário, mais o reajuste de 12% no piso forem aceitos, os bancos voltam a funcionar normalmente amanhã. Atualmente, apenas três agências do Banco Bradesco e as do Santander funcionam em João Pessoa.

Governo assina convênio com mais uma organização não governamental que prestará serviços a hospitais da Paraíba


Doze maternidades do Estado serão beneficiadas  
Ampliar e melhorar a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos voltados para a cardiologia congênita infantil, desenvolver pesquisas científicas e qualificar profissionais da rede de saúde cardiológica infantil.

Esse é o objetivo do convênio que será firmado nesta segunda-feira (17), às 10h, entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a Associação Círculo do Coração de Pernambuco.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Por causa do carnaval, horário de verão terá uma semana a mais.


 Objetivo é evitar que a população esqueça de ajustar os relógios 
O horário de verão, que começa no próximo domingo (16), vai terminar uma semana mais tarde no ano que vem. Isso porque na data prevista para o fim do horário, o terceiro domingo de fevereiro, será o feriado de carnaval.

De acordo com o decreto que instituiu o horário de verão, quando há coincidência entre o dia previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento deve ser no domingo seguinte, que cairá no dia 26 de fevereiro. O objetivo é evitar que, em meio a um feriado, a população acabe se esquecendo de ajustar os relógios.

Dilma: Brasil não vai pagar por crise que não é dele


Ao discursar hoje (14) em Porto Alegre, a presidenta Dilma Rousseff disse que o Brasil não irá pagar por uma crise financeira gerada por outros países e que é preciso ter a “humildade de cooperação” com os que estão enfrentando o problema.

“Não, não vamos deixar que o Brasil pague por uma crise que não é dele”, destacou durante o discurso de assinatura do Plano Brasil sem Miséria com governadores da Região Sul.

A presidenta citou o Fundo Monetário Brasileiro (FMI), ao lembrar que o país passou de devedor a credor do fundo e disse que possivelmente o Brasil terá maior participação na instituição e, assim, não aceitará que alguns critérios que foram impostos pelo FMI ao Brasil, no passado, sejam impostos a outros países.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cadela ataca pit bull para salvar criança de 4 anos de ataque


Uma cadela da raça fox paulistinha enfrentou um pitbull para defender uma das donas, uma menina de quatro anos, de um ataque, em Uberaba, na Região do Triângulo, em Minas Gerais, na noite desta terça-feira (11). A cadela Duda ficou ferida e foi levada para o Hospital Veterinário de Uberaba, de onde recebeu alta nesta quarta (12).
Cadela Duda atacou pitbull para salvar criança de quatro anos De acordo com o pai da menina atacada, Roni Sousa, o pitbull pertence a uma vizinha da família, que deixou o portão aberto. Ainda de acordo com Roni, o pitbull escapou e perseguiu a filha dele, que brincava na rua acompanhada pelo irmão, de seis anos. “Este pitbull já matou quatro cães. A dona dele falou que ia levá-lo para uma fazenda, mas não levou. Ele pode atacar qualquer pessoa”, disse. Um homem que trabalha próximo ao local conseguiu separar os cães, segundo ele. “Todos os vizinhos estão contra o pitbull. Imagina se é outra criança. É um perigo. Não é porque é meu filho”, completou.