Crise na pasta ameaça a aliança entre PT e PC do B, partido
do ministro. Para acalmar o aliado, o Planalto já prometeu: comunistas seguirão
com a pasta
O ministro compareceu na tarde desta terça-feira à audiência
conjunta na Câmara dos Deputados das comissões de Fiscalização Financeira e
Controle e de Turismo e Desporto (Sérgio Lima/Folhapress)
A crise deflagrada no Ministério do Esporte já ameaça a
histórica aliança entre o PT e o PC do B, partido do titular da pasta, Orlando
Silva. Os comunistas, furiosos com a crescente possibilidade de demissão do
ministro, se mobilizam para não perder o comando do Esporte - ainda que Orlando
Silva seja, de fato, retirado do cargo. O partido partiu para a ofensiva:
deixou claro que abrirá guerra contra o governador petista do Distrito Federal,
Agnelo Queiroz, caso seja abandonado à própria sorte. Na quinta-feira, antes da
chegada da presidente Dilma Rousseff ao Brasil, porém, o governo agiu para
apagar o incêndio e os comunistas receberam a garantia de que o Esporte
continuará sob direção do PC do B, mesmo sem Orlando Silva.