quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vergonha: Brasil vira motivo de chacota por ser conivente com torturadores


O ácido sarcasmo da mídia argentina em relação ao Brasil, geralmente direcionado a rixas futebolistas, agora é de fato plausível


Enquanto Argentina e vizinhos punem os responsáveis
pelos crimes da ditadura, Brasil optar por esquecer torturadores           






A ironia preenche as entrelinhas de uma das manchetes do site do jornal argentino Página 12 na quinta-feira 27. O curto texto sobre o Brasil manda uma mensagem direta: “estamos à frente”. O parágrafo diz: “No mesmo dia em que a Argentina condenava os repressores, a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, conseguiu aprovar no Senado a criação de uma Comissão da Verdade para investigar as violações de Direitos Humanos ocorridas na última ditadura militar (1964-1985). O grupo especial poderá determinar responsabilidades, mas não terá como levar os possíveis acusados perante à Justiça, pois uma Anistia ratificada em 2010 pelo Supremo Tribunal ampara os torturadores.”

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Luis Nassif: Chocante como alguns comentaristas celebraram a doença de Lula Reproduzo texto de Luis Nassif publicado em seu blog


Como seria um Brasil sem Lula?
  Agora que as notícias dão conta da boa perspectiva de restabelecimento do Lula, é curioso debruçar nas análises apressadas sobre uma era pós-Lula.

Aliás, chocante a maneira como algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais selvagens - das guerras, por exemplo - há a ética do guerreiro, de embainhar as armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por aqui, não: é selvageria em estado puro.

A analista-torcedora supos que, com a doença de Lula, haveria uma mudança radical no quadro político.

A voz do Brasil que nunca teve voz


Lula completou 66 anos esta semana: a metade deles emprestando a voz rouca e grave à defesa da democracia e da justiça social no seu país e no mundo. Avant la lettre, ele deu voz à ‘primavera árabe’ brasileira. Mesmo quando lhe faltaram microfones, nas assembléias históricas da Vila Euclides, no ciclo das grandes greves do ABC paulista, nos anos 80, a voz rouca e grave se propagou através de outras vozes para se fazer ouvir em todos os cantos e lares mais humildes do vasto território nacional.

A economia e a sociedade que essa voz ajudou a construir hoje falam por ele. E torcem por ele, na certeza de que ele ainda falará por ela durante muito tempo, como líder político incontestável da grande frente progressista que deu voz a um Brasil que nunca antes teve voz nem vez na política e no poder.

sábado, 29 de outubro de 2011

São impressionantes as últimas palavras de Kadafi: ele adivinhou o desfecho Tradução do Árabe: Anaori

 Foi no final de agosto que Kadafi escreveu oficialmente suas últimas palavras aos cidadãos líbios. O desfecho ocorreu como previa; vale ler até o fim

 Com 8 mil soldados, aos 28 anos Kadafi liderou a revolução
que tirou a monarquia do poder, sem derramar uma gota de sangue  
Aos meus compatriotas

Os assaltantes imperialistas que querem usurpar a terra de vocês, querem ver-me morto e já ofereceram um prêmio pela minha cabeça. Não sabem que minha cabeça, minha alma e o martírio pertencem a Alá, o grande deus. Mostrei ao mundo onde está o ninho da maldade.

Pensam vocês, meu irmãos, que o que acontece ao meu país acontece por minha culpa? Não. Por isso lhes digo que defendam a liberdade de vocês. Ganhamos essa batalha e outras ganharemos. Deus é grande. Vocês têm casa, saúde e escola gratuitos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tudo errado: quando uma mídia comprovadamente corrupta derruba um ministro suspeito


Mesmo sem apresentar provas, mídia desonesta derruba Orlando Silva. Quem será o próximo? Melhor, quem derrubará a mídia?

As corporações midiáticas apostaram tudo na derrubada do ministro. Orlando Silva bateu pé e se defendeu. O PC do B o apoiou. Mas o PIG repicou, e o ministro caiu. Mesmo que a situação estivesse mais favorável a ele hoje que na sexta-feira, quando a presidenta o confirmou no cargo.

De lá pra cá, o que aconteceu? O STF mandou o Procurador-Geral trazer provas contra o ministro, além de recortes de jornais e revistas (sic). A Veja, que apresentaria provas, nada mostrou. O policial denunciante (mais sujo do que pau de galinheiro, acusado ou suspeito de ene malfeitos  - até de assassinato) também disse à Polícia Federal que não tinha provas contra o ministro a quem acusara. Hoje à tarde faltou a um depoimento na Câmara com a cínica alegação de que o pedido de demissão do ministro (que não havia sido feito) esvaziaria seu depoimento.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Descaso da Cagepa em Algodão de Jandaíra.


      Em visita a cidade de Algodão Jandaíra, foi dectado um descaso no tratamento de agua pela cagepa. Moradores se revoltam com o tratamento que o Governo vem dando a cidade. E como as imagens não negam as afirmativas, relacionei o  link abaixo para compreensão de todos. 

Tratamento de Agua em Algodão de Jandaira

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cristina dá show, consolida a centro-esquerda sul-americana e deixa a Globo furiosa


A oposição feroz dos conglomerados dos meios de comunicação, a resistência desrespeitosa dos magnatas do campo, as chantagens dos barões da indústria, a má vontade das classes mais favorecidas, tudo isso somado não foi capaz de abalar o prestígio de Cristina



Nem mesmo os mais desatentos compreendem qual é a vantagem de contestar uma realidade óbvia. Enquanto Cristina  fazia história, vencia todos os seus adversários de forma arrebatadora, consolidando a centro-esquerda na América do Sul e com intenso apoio popular, a Rede Globo destacava em reportagens e nos comentários dos seus analistas políticos que o governo de Kirchner era anti-democrático, em mais uma clara demonstração de desprezo à liberdade de escolha de um povo; de cidadãos livres e pensantes. Abaixo, Eric Nepomuceno traz um balanço significativo do que representa a reeleição de Cristina para o povo argentino, para o Brasil e para o fortalecimento de um modelo político progressista na América Latina.