segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PT, PSB e PSDB, juntos, em João Pessoa: é difícil!


Publicado em 21 de Novembro de 2011 por Sérgio Botelho


Sérgio Botelho

Não deve acontecer uma coligação em João Pessoa envolvendo PSB-PT-PSDB. Ou o PSB tem o PT como aliado, na sucessão de Luciano Agra, ou tem o PSDB. Os três partidos juntos, a preço de hoje, não tem cabimento. E se brincar, o PSB assume o projeto de reeleição de Agra, sem nenhum dos dois. Os fatos vão conspirando neste sentido. É só anotar os sinais que emanam dos centros decisórios nacionais da política peessedebista e petista.

As dificuldades têm a ver com o quadro nacional, agravado pelo quadro local. No plano estadual, o PSB não conta com a simpatia de parcela amplamente majoritária do PT e nem com a da fortíssima ala tucana ligada ao senador Cícero Lucena. No plano nacional, as vontades de tucanos e de petistas em apresentarem candidatos próprios nas capitais do país conspiram contra os interesses nos dois partidos ainda alimentados pelos socialistas pessoenses.

Vamos por partes. A primeira, diz respeito aos tucanos. Há um cisma cada vez mais ruidoso envolvendo socialistas e petistas nacionalmente. Tem a ver com os movimentos do governador pernambucano, Eduardo Campos, na direção do PSDB. São parceiros cada vez mais estreitos em São Paulo, em Minas Gerais e em Pernambuco.

Daniella nega aproximação com Governo e explica discurso da mãe


A deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) negou que tenha iniciado um processo de aproximação política com o Governo do Estado, a quem faz oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba. Os comentários surgiram depois da divulgação de uma pesquisa de opinião na qual a parlamentar apareceu como líder das intenções de voto em Campina Grande e também após um discurso feito pela mãe dela, Virgínia Ribeiro, prefeita de Pilar, elogiando o governador Ricardo Coutinho (PSB) durante a inauguração da rodovia PB-048, ligando o município que ela governa a Juripiranga.

- Essa hipótese de adesão foi maldosamente divulgada depois que a pesquisa me colocou na liderança em Campina Grande. Minha mãe também fez um discurso que foi distorcido. Ela fez um discurso institucional e gerou especulações. Nós temos liberdade, independência e educação para dizer obrigada. As pessoas precisam amadurecer. Sou oposição. Não há dúvidas no meu discurso e não vou mudar.

Dilma diz que a face da pobreza no Brasil é “negra e feminina”


Em encontro internacional sobre afrodescendentes neste sábado (19), em Salvador, a presidente Dilma Rousseff disse que a pobreza no Brasil tem a face "negra" e "feminina". Ela participou do Encontro Iberoamericano de Alto Nível, com a participação de líderes da América Latina, Caribe e África.


“O combate à pobreza e a geração de empregos [...] são importantes fatores de inclusão social dos afrodescendentes até porque, no Brasil, a pobreza tem duas faces: negra e feminina e muitas vezes até infantil”.

Dilma disse que o objetivo de seu governo é “resgatar essas populações” e destacou o programa "Brasil sem miséria". O plano visa “superar a extrema pobreza” e retirar 16 milhões de brasileiros que vivem em situação de miséria.

Novos partidos e a fidelidade partidária


Desde o final do mês de setembro que os olhares políticos estão direcionados para a fundação de novas siglas partidárias criadas recentemente.

O motivo seria a tentativa de alguns políticos de afastar as penalidades e restrições da Resolução do TSE nº 22.610/2007, que trata da fidelidade partidária.

A legislação eleitoral exige alguns requisitos básicos para postulação de cargo eletivo no Parlamento e no Poder Executivo.

Dentre os requisitos temos condições de elegibilidade tais como: domicilio eleitoral, filiação partidária, idade mínima exigida, pleno exercício dos direitos políticos. Além da ausência de inelegibilidades, com o respeito às disposições da Lei Complementar nº 64/1990 e suas alterações, não se excluindo a polêmica lei da “ficha limpa”.

A filiação partidária vem preocupando muitos políticos no Brasil, em vista da necessidade de filiar-se a um partido com antecedência mínima de um ano antes do pleito eleitoral, na exata dicção do art. 9 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97).

Heróis esquecidos



Cristovam Buarque
Cristovam Buarque é senador pelo PDT de Brasília, ex-ministro da Educação e ex-reitor da Universidade de Brasília


Nesta semana, o Brasil olhou para o Rio de Janeiro com orgulho pelo desempenho de seus policiais: alguns deles pelo heroísmo de recusar propina de traficante; outros pela competência e heroísmo de ocupar a Rocinha.

Mas, surpreendentemente, o orgulho com o heroísmo de alguns brasileiros provoca um sentimento de vergonha em relação à estrutura social do país: afinal, onde estamos errando ao ponto de a honestidade virar gesto heroico; onde erramos, ao ponto de ser necessário hastear a bandeira do País, em seu próprio território, como se fosse conquista de território estrangeiro?

Deputado Manoel Júnior descarta aliança proposta por Anísio Maia


Deputado diz que PMDB tem dois pré-candidatos e oferece a vaga de vice para o PT em JP 
O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) descartou a possibilidade de formação da aliança do PMDB com o PT da forma proposta pelo deputado estadual Anísio Maia (PT), mas disse que seu partido pode está aliado com o Partido dos Trabalhadores até no primeiro turno, desde que na cabeça da coligação esteja um peemedebista.


“Tudo pode ocorre, mas o PMDB já decidiu ter candidatura”, disse o deputado afirmando que o nome do partido será escolhido entre ele e o ex-governador José Maranhão (PMDB), o que torna a proposta de Anísio impossível.

Show de preconceito: ascensão dos pobres enfurece velha classe média, diz pesquisa


A classe média tradicional que odeia pobre é a mesma que vangloria a elite econômica, mesmo sendo rejeitada por esta elite. Sensatez e vergonha na cara passam longe de quem integra essa estatística


Os brasileiros da classe média tradicional consideram que o aumento do consumo da população emergente resultou na piora de alguns serviços.

Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, 48,4% desses consumidores acham que houve uma piora na qualidade dos serviços depois que a população emergente, que forma a nova classe média, passou a frequentar novos lugares.

Ainda de acordo com o estudo, 62,8% reclamam do aumento da fila nos cinemas.