terça-feira, 13 de setembro de 2011

Tião Gomes pede abertura de CPI do Hospital de Trauma


O deputado estadual Tião Gomes (PSL) surpreendeu os colegas de parlamento ao apresentar, hoje de manhã, um requerimento propondo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncias de irregularidades no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.

Tião disse que não aguenta mais tantas denúncias contra a nova administração do Trauma: "A Oposição busca apenas macular a imagem do governador Ricardo Coutinho". O parlamentar acusou médicos de se passarem por cinegrafistas "filmando muitas irregularidades por eles próprios praticadas".

O deputado denunciou irregularidades que teriam ocorrido durante a gestão anterior do hospital, no governo de José Maranhão (PMDB).  Segundo ele, um tomógrafo que custou R$ 965 mil ficou encaixotado, exposto ao sol e chuva, sem condições de funcionamento. Ainda de acordo com Tião, o equipamento custa hoje mais de R$ 1 milhão.

"No final do governo Maranhão, no dia 15 dezembro, o governo do Estado comprou R$ 2 milhões em medicamentos e ninguém encontrou nada. Além disso, existe uma Nota Fiscal no valor de R$ 6 milhões sem a discriminação dos itens adquiridos", acusou Gomes.

Gomes ainda aceitou desafio do petista Luciano Cartaxo e convidou todos os colegas para uma visita conjunta, na próxima quinta-feira, ao Hospital de Trauma. "Vamos ver se houve melhorias ou não em relação à gestão passada. Vamos saber quem roubou os equipamentos do Trauma", justificou, adiantando que tem um relatório apontando avanços na gestão do hospital.

Como a Universal lava o dinheiro doado pelos seus fiéis


Denúncia do Ministério Público Federal aponta como Edir Macedo e dirigentes da Igreja Universal fraudaram a Receita para comprar rádios e TVs
 Lavagem de dinheiro, evasão e formação de quadrilha em esquema com doleiros, paraísos fiscais e empresas de fachada: tudo para ampliar o poder do bispo Edir Macedo (Reprodução de TV)

Há quinze anos, promotores tentam provar que os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), liderados por Edir Macedo, usam as doações de fiéis para financiar, de modo fraudulento, a compra de empresas e agigantar um conglomerado de comunicação que tem como principal finalidade ampliar a influência religiosa e política desse ramo evangélico.

Em 1º de setembro, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) denunciou Edir Macedo e três integrantes da cúpula da Iurd por formação de quadrilha, estelionato, duas modalidades de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Eles são o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, a diretora financeira Alba Maria da Silva da Costa e o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, que também presidiu a Iurd no Brasil. Macedo é o líder mundial da igreja.

A acusação do MPF veio à tona nesta segunda-feira. Agora, a Justiça vai decidir se aceita a denúncia e abre uma ação penal contra os integrantes da Universal. Macedo e os outros três denunciados são acusados pelo MPF de comandar e se beneficiar da lavagem de dinheiro arrecadado em cultos entre 1999 e 2005 – o período investigado. "Os pregadores valem-se da fé, do desespero ou da ambição dos fiéis para lhes venderem a ideia de que Deus e Jesus Cristo apenas olham pelos que contribuem financeiramente com a igreja", cita o procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira.

Segundo a denúncia, o dinheiro das doações foi remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos e para o Uruguai, onde foi parar em contas bancárias abertas por empresas sediadas em paraísos fiscais. Criadas entre 1991 e 1992, as empresas offshore são a Investholding, sediada nas Ilhas Cayman, no Caribe, e a Cableinvest, na ilha Jersey.

Doleiros participaram da operação por intermédio das empresas de câmbio Diskline e IC, com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eles convertiam os reais que eram arrecadados junto aos fiéis em dólares depositados nas contas bancárias das offshores em Miami, Nova York e Montevidéu. Depois, o dinheiro era reconvertido em moeda nacional e aplicado na compra de veículos de comunicação no Brasil, todos registrados em nome de bispos e pessoas ligadas à Iurd. Em junho de 2005, João Batista Ramos da Silva foi descoberto quando tentava embarcar em um jatinho de Brasília para São Paulo com 10 milhões de reais em espécie.

A denúncia demonstra que a Iurd declarou ao Fisco somente uma parte do que arrecada nos cultos, apesar da a igreja ter imunidade tributária. Entre 2003 e 2006, a Universal declarou ter recebido mais de 5 bilhões de reais em doações. Segundo testemunhas, no entanto, o valor pode ser bem maior. "A Iurd parece aplicar junto à Fazenda Pública uma política que, nos moldes do que prega aos seus fiéis, também pode ser caracterizada como 'dizimista': declara à Receita apenas parte do que efetivamente arrecada", diz o procurador na denúncia.

Empréstimos – De acordo com a investigação do MPF, depois de passar pelas contas das offshores, o dinheiro, devidamente legalizado, era remetido de volta ao Brasil na forma de investimentos e aquisição de cotas societárias de empresas de fachada criadas pelo grupo. Os endereços principais eram a Cremo e a Unimetro. A novidade desta vez, é que a investigação apurou que os dirigentes também se beneficiavam de “empréstimos” das offshores.

Antes, a suspeita era de que apenas laranjas e pessoas de menor expressão na hierarquia eram usadas no esquema. Mas, entre 2003 e 2006, sustenta a procuradoria, a Cremo fechou três empréstimos de quase dez milhões de reais para Alba Maria da Silva da Costa. Só sete milhões de reais foram registrados. Em outra operação, a Cremo adquiriu um jatinho executivo para a Rádio Record. A investigação sugere que a Universal e as empresas fazem parte do mesmo conglomerado.

O procurador encaminhou cópia da denúncia à área cível da Procuradoria da República em São Paulo solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.

Defesa – A advogada Denise Provasi Vaz, do escritório Moraes Pitombo, que representa a Iurd e o bispo e ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, afirmou que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia apresentada pelo MPF-SP. Para ela, as alegações contra os clientes de seu escritório são “ressuscitadas”. “Outras com o mesmo teor foram apresentadas, sem sucesso, ao longo dos últimos anos”, diz. A advogada lembra que, como há recursos pendentes para determinar qual tribunal tem legitimidade no caso, a denúncia do MPF pode novamente dar em nada.

Entenda a acusação do Ministério Público Federal:


Mãe da presidente Dilma passa mal e é levada a hospital


 Dona Dilma, como é conhecida, apresentou um problema respiratório 

Estelizabel será vice de Luiz Couto

Faltando 9 meses para o início da propaganda eleitoral das eleições municipais de 2012, a cada dia cresce a provável candidatura da mulher mais forte núcleo duro dos girassóis e pronta para substituir o prefeito Luciano Agra, que vem sofrendo vários desgastes depois de uma sequencia de escândalos que envolve a prefeitura de João Pessoa.

Um fonte ligada umbilicalmente ao governador Ricardo Coutinho, revelou que a engenharia política em 2012 passa pela candidatura do deputado federal, Luiz Couto (PT) que teria como vice a hiper, mega, ultra e super secretária, Estelizabel Bezerra, considerada hoje, a queridinha do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, depois que viu capengar o mandato do vereador Bira na Câmara Municipal de João Pessoa.

A ideia é transformar Estelizabel na Dilma de Coutinho, já que Agra tem sido uma grata decepção como gestor desastrado. Ricardo teria confidenciado a pessoas próximas que Estelizabel foi e é, a grande pensadora da prefeitura de João Pessoa, iniciando-se como gestora ainda na primeira gestão do governo Ricardo, como titular da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), foi secretária de Transparência Pública e hoje é a secretaria de Planejamento da capital

A ENGENHARIA DO PADRE COUTO

Em caso de derrota, Ricardo já teria assegurado ao Padre Couto, a pasta da Segurança Pública da Paraíba e a vaga de senador em 2014, coisa que também já teria garantido a Rômulo Gouveia. Outro questionamento seria por qual partido o Luiz Couto candidato. A fonte assegura que padre quer ser prefeito de João Pessoa pelo PT, mas trabalha até o dia 6 de outubro com a possibilidade de deixar o partido para ingressar no PSB do coronel Arraes.

por Clilson Junior



Julgamento de Veneziano é o 7º ítem na pauta desta terça do Tribunal Regional Eleitora


Apesar da confirmação, solenidade de posse de juíza pode adiar conclusão de processo  Veneziano, prefeito de Campina Grande
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba divulgou a pauta da sessão desta terça-feira (12), onde aparece como sétimo ítem a retomada do julgamento do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego (PMDB). Apesar da confirmação oficial, tudo leva a crer que o processo será adiado mais uma vez, graças a posse da juíza federal Helena Delgado Ramos Fialho Moreira, como membro suplente da Corte, que irá substituir João Bosco.

Fora os elogios de praxe nessas solenidades que podem consumir todo o tempo da sessão e impedir o voto de Acioli, tudo leva a crer que a juíza (que não conhece o processo) deve pedir vistas e suspender mais uma vez a decisão final da Corte Eleitoral paraibana sobre a cassação do prefeito de Campina.

O julgamento iniciado na última terça-feira foi interrompido quando o juiz Márcio Acioli de Andrade pediu vistas ao processo. Segundo prazo regimental o magistrado tem até amanhã para apresentar seu voto.

Venziano é acusado de captação ilícita de recursos durante a sua campanha de reeleição em 2008.  Segundo denúnica, ele teria recebido R$ 50 mil da Construtora Maranata, por isso o caso ficou conhecido como “Maranata”.



MaisPB 

Ministra Gleisi Hoffmann provoca saia justa em discurso em Brasília


Ela defendeu o regime de contratação de obras que é questionado pela Procuradoria
Do Jornal da Record News
  

Nesta segunda-feira (12), a ministra da Casa Civil falava em nome da presidente Dilma Rousseff em seminário no Tribunal de Contas da União.

No discurso, ela fez uma defesa firme do RDC (Regime Diferenciado de Contratações) e disse que quem tenta impedir a aplicação da medida não está contribuindo para o controle e a fiscalização dos recursos públicos. O RDC foi aprovado recentamente pela Câmara para simplificar a contratação de obras para a Copa do Mundo.

O problema é que o procurador geral da República Roberto Gurgel estava presente. Ele entrou no Supremo com um recurso que questiona a constitucionalidade do RDC. Ele teve que ouvir a fala da ministra em silêncio e saiu sem dar entrevistas.

Assista ao comentário de Christina Lemos:

Cagepa convoca novos concursados para assinatura de contrato de trabalho


A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) está convocando, para assinatura de contrato de trabalho, mais 14 aprovados no último concurso público realizado pela empresa. A relação contendo os nomes dos convocados, que já realizaram exames médicos, está publicada na edição desta terça-feira (13) do Diário Oficial do Estado.

De acordo com o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, dessa vez, a convocação é para os cargos de motorista, agente operacional e agente de manutenção. “Os convocados vão atuar nas cidades de Alagoa Grande, Guarabira, Juarez Távora, Mari, Capim, Patos, São José de Caiana, Cajazeiras, Campina Grande e João Pessoa”, informou.

Segundo o diretor Administrativo e Financeiro da Cagepa, Jorge Gurgel, os convocados deverão comparecer à sede da Companhia, localizada na Rua Feliciano Cirne, no bairro de Jaguaribe, na Capital, nesta quarta-feira (14), às 8h, para instrumentalizar seus contratos de trabalho.



Assessoria