sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Prefeito diz que Aeroclube é causa boba e não tem interesse nacional
O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB) foi o entrevistado de hoje à tarde no programa Tambaú Debate, da Tambaú FM. Ele ressaltou o interesse da Prefeitura de desapropriar o Aeroclube da Paraíba, disse ter buscado o diálogo com a sociedade desde 2008 no âmbito da discussão do Plano Diretor, mas garantiu que pretende utilizar a área para a construção de um parque ecológico. Ele negou que tenha sido intransigente na condução do processo de desapropriação e acusou os representantes do Aeroclube de terem "recrudescido" as negociações.
- O diálogo vem se arrastando há meses. Quem recrudesceu, partiu para o achaque e para diminuir a importância da Prefeitura nesse processo foi a diretoria do Aeroclube. Sabendo que existia um procedimento de imissão de posse, não teve o cuidado de avisar os associados de que a qualquer momento a prefeitura poderia tomar posse, baseada numa decisão jurídica. A Prefeitura tem uma capacidade de produção bastante ativa e foi bastante simples, um gesto simples, desobstruir a área. Nós fazemos isso em Laranjeiras, Mangabeira, em qualquer parte da cidade. O problema é que tocamos nos interesses de gente muito poderosa. Gente que tem avião. Isso para mim é uma causa boba, de organização da cidade, não é um problema nacional que leve cinco senadores para falar com a ANAC porque eu também vou e vou pedir ao governador que me ajude nessa peleja.
Agra garantiu que há a disposição da Prefeitura de manter a batalha jurídica até conseguir o trânsito em julgado do processo. Ele acrescentou que a administração municipal se dispõs a ceder 300 mil metros do terreno para o Aeroclube:
- Isso não é gratuito. É um gesto bastante significativo para diminuir e tirar qualquer prejuízo da diretoria, que poderia construir quatro aeródromos muito bem equipados porque aquele aeródromo, se eu fosse uma agência reguladora, não aprovava, não. Não tem torre de aproximação, nem pista confiável, além de estar cercada por edifícios e apresentar problemas de funcionamento tendo em vista a segurança. Oferecemos a possibilidade de não se ter prejuízo, mas queremos a área no Bessa porque lá tem pouca área verde e se tornou território árido. Nas ruas, pedem para eu abrir avenidas. Eu vou abrir onde? Preciso de áreas livres. Perguntem aos moradores se eles não aprovam? A permanência do Aeroclube naquele local é inviável. Não tem mais cabimento. Entramos no terreno das decisões judiciais e achei responsável a decisão da juíza federal [Cristina Garcez]. Ela foi moderada, sustou os procedimentos de nossa imissão de posse, mas garantiu o funcionamento do equipamento enquanto não se julga o mérito.
O gestor pessoense se queixou do teor das ações jurídicas apresentadas pelos representantes jurídicos do Aeroclube, os advogados Marcelo Weick e Roosevelt Vita:
- Na argumentação dos advogados do Aeroclube, que são auxiliares do governo anterior, que teve aeronaves presas no Aeroclube, houve achaques... porque nós não temos nada a ver se tinha ou não aviões no local. Passaram-se oito dias desde o nosso pedido.
Política - Ao ser abordado sobre sua pretensão de disputar a reeleição, o prefeito evitou comentar diretamente o assunto e disse que seu objetivo atual é continuar administrando o município.
- Para mim, isso não é assunto prioritário. Eu tenho absoluta certeza das minhas responsabilidades e isso toma todo meu tempo. Eu tive um aprendizado político e estou na política, mas minha prioridade é fazer João Pessoa melhor.
Agra ainda evitou comentar as recentes declarações do vereador Fernando Milanez (PMDB), segundo o qual existiriam "interesses escusos" envolvidos nos processos de desapropriações de terrenos na cidade de João Pessoa:
- Eu respeito as declarações quando elas são num nível aceitável. Nesse nível da baixaria, eu prefiro não comentar.
Afeição aos adversários - Finalmente, Agra foi instigado a escolher o adversário preferencial para a disputa municipal de 2012 e acabou fazendo elogios generosos a Luiz Couto e Luciano Cartaxo:
- Luciano Cartaxo e Luiz Couto são pessoas diletas. Luiz Couto tem ajudado a capital na busca de recursos. Eu disse que Luiz Couto estava mais estruturado para ser candidato a qualquer coisa porque é um patrimônio da política estadual e que representa muito bem a prefeitura e se faz respeitar. Não estou desmerecendo Luciano, até porque eu gosto de Luciano e de Lucélio. Eu disse, de sopetão, que eu sou mais Luiz Couto, mas não quis interferir na política interna do PT. Defendo a aproximação com o PT.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Partido dos Trabalhadores (PT) realiza ato público nesta sexta-feira em João Pessoa
Ciência revela que mulher em período fértil atrai solteiros e repele os homens casados
Uma nova pesquisa joga um balde de água fria em quem justifica a infidelidade como "natural". Segundo um experimento da Universidade da Flórida, a fidelidade também pode ser explicada pela biologia.
Os coordenadores do estudo, Saul Miller e Jon Maner, mostraram que sinais de que uma mulher está em período fértil, como mudança de cheiro, são percebidos pelo homem. Mas, se ele for comprometido, em vez de atração, ele tende a rejeitar os sinais em uma desconhecida.
PICO FÉRTIL
Pesquisas anteriores já apontaram a relação entre pico fértil da mulher e resposta masculina. Um estudo feito em 2007 com dançarinas de striptease mostrou que as gorjetas aumentavam quando elas estavam ovulando.
"No pico de fertilidade, o aumento do estrogênio deixa a mulher mais lubrificada, com mais brilho na pele. O cheiro do corpo também muda de forma sutil, mas que é percebida pelo homem", diz a endocrinologista Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.
A reação fisiológica do macho é responder com excitação sexual e partir para o bote. Mas, se isso significa pular a cerca, outras reações biológicas podem entrar em jogo, especulam pesquisadores.
No trabalho da Flórida, uma jovem frequentou o laboratório de psicologia social por vários meses. Os homens participantes classificaram o grau de atratividade da moça. A maioria dos desimpedidos a considerou mais atraente nos períodos férteis. Os que estavam em relacionamentos românticos a acharam menos atraente justamente nessas fases.
"Parece que os homens estavam de fato tentando afastar qualquer tentação que pudessem sentir diante da mulher que estava ovulando", disse o psicólogo Maner.
Para Assaly, isso mostra como condições sociais modulam a ação hormonal.
"A presença da mulher fértil aumenta a produção de hormônios sexuais no homem, como testosterona.
Mas a consciência e a memória desencadeiam a produção de outros hormônios, como ocitocina, que trabalham contra a ameaça ao vínculo amoroso."
Para o psiquiatra Luiz Cushnir, do grupo de estudos de gêneros do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior valor desse tipo de pesquisa é possibilitar reflexões.
"Relacionamentos são multifatoriais e o ser humano tem grande repertório emocional, ao contrário dos animais. Valores socioculturais influenciam a resposta sexual e podem ter repercussão bioquímica. Mas não dá para reduzir tudo à biologia."
Com o "New York Times"
Senado mantém projeto do governo e mínimo de R$ 545 é aprovado em Brasília

O Senado aprovou nesta quarta-feira o salário mínimo de R$ 545. Com maioria folgada dos governistas na Casa, os senadores mantiveram integralmente o texto encaminhado pelo Executivo ao Congresso --e conseguiram derrubar emendas que aumentavam o seu valor.
A base de apoio da presidente também manteve o artigo que permite o reajuste do salário mínimo, por decreto presidencial, nos próximos quatro anos.
Apesar da pressão contrária da oposição, que acusa o governo de retirar o Congresso da discussão com o reajuste via decreto, o mecanismo foi mantido no texto.
Com maioria folgada, os senadores mantiveram integralmente o texto encaminhado pelo Executivo ao Congresso
Com maioria folgada, os senadores mantiveram integralmente o texto encaminhado pelo Executivo ao Congresso
Os governistas conseguiram derrubar emenda que aumentava o valor do mínimo para R$ 560 por 54 votos contra 19, além de quatro abstenções.
A votação mais apertada foi a emenda do decreto presidencial, na qual 20 senadores apoiaram a mudança no texto.
Os governistas, porém, reuniram 54 votos favoráveis. Eram necessários 41 votos para derrubar as emendas.
Cinco senadores do PMDB votaram contra o governo ou abstiveram-se da votação. Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) votou a favor de duas emendas que aumentavam o valor do mínimo para R$ 600 e R$ 560.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) apoiou o mínimo de R$ 560, enquanto Pedro Simon (PMDB-RS), Casildo Maldaner (SC) e Luiz Henrique da Silveira (SC) se abstiveram nas duas emendas.
Ainda entre os aliados, Ana Amélia Lemos (PP-RS) votou a favor das emendas de R$ 600 e R$ 560, enquanto o senador Pedro Taques (PDT-MT) apoiou o valor de R$ 560 --em declaradas dissidências ao projeto do governo.
Na oposição, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) se absteve na votação das emendas que elevavam o valor do mínimo --o que na prática representa que a democrata apoiou o valor de R$ 545 proposto pelo governo federal.
O senador Paulo Paim (PT-RS) votou com o governo. Dilma conseguiu convencer pessoalmente o petista a apoiar o reajuste de R$ 545. O senador havia declarado voto nos R$ 560, mas foi chamado pela presidente esta manhã para discutir a dissidência.
Ela temia desgastes no Senado se não houvesse unanimidade em seu próprio partido na sua primeira votação de peso na Casa.
Paim disse que atendeu à presidente depois que Dilma comprometeu a discutir duas de suas principais bandeiras: o fator previdenciário e o reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo.
SANÇÃO
A aprovação do projeto representa a primeira vitória de Dilma no Senado desde que assumiu o governo. A presidente deve sancionar o projeto até a semana que vem, para que o salário mínimo de R$ 545 passe a vigorar a partir do dia 1º. de março. O texto foi aprovado pela Câmara na semana passada.
A votação ocorreu sob protestos de sindicalistas, que encheram as galerias do Senado para defender o salário mínimo de R$ 560. Alguns chegaram a usar máscaras com a figura de Dilma, num protesto contra o valor encaminhado pelo Executivo ao Congresso.
Diversos petistas foram vaiados enquanto discursaram em favor do projeto do governo.
A oposição também fez discursos calorosos contra o texto. Em um dos debates, o senador Itamar Franco (PPS-MG) trocou farpas com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Itamar disse que uma família brasileira não tem condições de viver com o valor sugerido pelo governo.
E relembrou o ex-presidente João Figueiredo. "Uma vez perguntaram para um presidente o que faria com um salário mínimo, sabe o que respondeu?", questionou a Jucá. O peemedebista respondeu: "que daria um tiro na cabeça".
PTdoB pode ter candidato próprio a Prefeitura de JP
PT do B poderá ter candidato próprio a Prefeitura de João Pessoa e deve eleger 3 vereadores
A informação é do presidente do Diretório Municipal do PT do B
O
Partido Trabalhista do Brasil – PT do B poderá lançar candidatura
própria ao Governo Municipal em João Pessoa nas eleições municipais do
ano que vem e a meta deles é de eleger dois ou três vereadores. A
informação é do presidente do Diretório Municipal do PT do B, Marmuthe
Cavalcanti, acrescentando que nesta quinta-feira (24/02), apartir das
19:30 horas no Auditório do Hotel JR no Centro, o partido vai promover
uma reunião com a presença de filiados, suplentes de vereadores,
convidados de outras legendas e pessoas que tenham interesse em se
filiar para disputar uma vaga na Câmara Municipal de João Pessoa em
2012.Ele disse que já manteve contato com suplentes de vereadores do PMDB, PRP. PPS, PSDB e todos devem comparecer a reunião desta quinta-feira. “Nós pretendemos montar uma chapa onde todos tenham o mesmo potencial. Foi esse o entendimento n eleição do ano passado e conseguimos eleger um deputado estadual. Como nas eleições de 2012 o número de vagas na Câmara vai aumentar de 21 para 27, e o cociente eleitoral deve cair em função disso, nós pretendemos trabalhar com a possibilidade de eleger dois ou três”, comentou.
Marmuthe revelou que vai reunir pessoas que tenham o mesmo potencial de votos (cerca de dois mil) e que tenham também o mesmo potencial financeiro para montar uma estrutura de campanha. Ele revelou a intenção de manter a mesma composição partidária do ano passado, quando eles fizeram coligação com o PMN e o PHS. Acrescentou que em 2012 o partido pode se compor e apoiar um determinado candidato, mas que tudo vai depender dos entendimentos políticos e dos nomes que forem apresentados.
“Se os candidatos que aparecerem na disputa não estiverem de acordo com o nosso pensamento e tenham propostas que estejam de acordo com a nossa ideologia partidária”, comentou.
Senador paraibano é o novo vice-líder do governo Dilma; parlamentar também será o vice-líder do partido
O Bloco Parlamentar que congrega PMDB, PP, PSC, PMN e PV, composto por 27 parlamentares, terá 12 líderes e vice-líderes
O
senador paraibano Vital do Rêgo Filho (PMDB) já é o novo vice-líder do
governo Dilma Rousseff no Senado Federal. O anúncio foi feito
oficialmente na manhã nesta quinta-feira (24). Os partidos com
representação no Senado Federal anunciaram os nomes dos seus líderes e
vice-líderes na Casa. Dentre os anunciados está o nome de Vitalzinho
como primeiro vice-líder do PMDB e como vice-líder do governo.
O Bloco Parlamentar que congrega PMDB, PP, PSC, PMN e PV, composto por 27 parlamentares, terá 12 líderes e vice-líderes. Destes, sete são do PMDB, o maior partido da Casa. A liderança ficou com o Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e os vice-líderes são os seguintes: Vital do Rego, Eduardo Braga, Gilvam Borgers, Waldemir Moka, Ricardo Ferraço e Casildo Maldaner.
Já a liderança do governo será composta por sete Senadores. O líder é o Senador Romero Jucá (PMDB-RR). Já os vice-líderes anunciados são os seguintes: Vital do Rego, Gim Argello, Benedito de Lira, João Pedro, Lídice da Mata e Jorge Viana.
Ao receber a confirmação, Vital do Rego disse que se sente mais confiante de que poderá ajudar a Paraíba no exercício do mandato. “Ser primeiro vice-líder do meu partido e vice-líder do governo é, para mim, acima de tudo, uma grande honra e, ao mesmo tempo, traz uma enorme responsabilidade de representar bem a Paraíba aqui. Assumindo estas funções tenho a plena certeza de que tudo para a Paraíba fica mais acessível”, disse.
O
senador paraibano Vital do Rêgo Filho (PMDB) já é o novo vice-líder do
governo Dilma Rousseff no Senado Federal. O anúncio foi feito
oficialmente na manhã nesta quinta-feira (24). Os partidos com
representação no Senado Federal anunciaram os nomes dos seus líderes e
vice-líderes na Casa. Dentre os anunciados está o nome de Vitalzinho
como primeiro vice-líder do PMDB e como vice-líder do governo.O Bloco Parlamentar que congrega PMDB, PP, PSC, PMN e PV, composto por 27 parlamentares, terá 12 líderes e vice-líderes. Destes, sete são do PMDB, o maior partido da Casa. A liderança ficou com o Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e os vice-líderes são os seguintes: Vital do Rego, Eduardo Braga, Gilvam Borgers, Waldemir Moka, Ricardo Ferraço e Casildo Maldaner.
Já a liderança do governo será composta por sete Senadores. O líder é o Senador Romero Jucá (PMDB-RR). Já os vice-líderes anunciados são os seguintes: Vital do Rego, Gim Argello, Benedito de Lira, João Pedro, Lídice da Mata e Jorge Viana.
Ao receber a confirmação, Vital do Rego disse que se sente mais confiante de que poderá ajudar a Paraíba no exercício do mandato. “Ser primeiro vice-líder do meu partido e vice-líder do governo é, para mim, acima de tudo, uma grande honra e, ao mesmo tempo, traz uma enorme responsabilidade de representar bem a Paraíba aqui. Assumindo estas funções tenho a plena certeza de que tudo para a Paraíba fica mais acessível”, disse.
Cássio reconhece a situação da polícia, mas diz que “PEC” na PB possui aspectos que a torna ilegal
“A negociação sobre melhores salários pode ser uma solução”
O
senador eleito Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que a situação dos
policiais paraibanos é complicada porque, segundo ele, a chamada PEC
300 aprovada pela Assembleia Legislativa no ano passado apresenta dois
aspectos que a torna ilegal. Segundo o tucano, o primeiro é que o
projeto desrespeita a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o outro é
que foi aprovada em descumprimento a legislação eleitoral.
“O Estado não tem condições de implantar a PEC e vejam que até mesmo a União está se esquivando em aprovar a proposta no Congresso nacional. Nenhum outro estado da federação paga esta PEC aos policiais”, frisou o ex-governador.
Para Cássio, a melhor saída para o impasse é a conversa e negociação com a polícia. “A negociação sobre melhores salários pode ser uma solução”, disse.
O
senador eleito Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que a situação dos
policiais paraibanos é complicada porque, segundo ele, a chamada PEC
300 aprovada pela Assembleia Legislativa no ano passado apresenta dois
aspectos que a torna ilegal. Segundo o tucano, o primeiro é que o
projeto desrespeita a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o outro é
que foi aprovada em descumprimento a legislação eleitoral.“O Estado não tem condições de implantar a PEC e vejam que até mesmo a União está se esquivando em aprovar a proposta no Congresso nacional. Nenhum outro estado da federação paga esta PEC aos policiais”, frisou o ex-governador.
Para Cássio, a melhor saída para o impasse é a conversa e negociação com a polícia. “A negociação sobre melhores salários pode ser uma solução”, disse.
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