segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dilma vai se mudar para o Palácio da Alvorada em fevereiro

Yara Aquino*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Envolvida com a organização da equipe e das primeiras medidas de governo, a presidenta Dilma Rousseff adiou a mudança da Granja do Torto (que é a residência oficial de campo dos presidentes da República) para o Palácio da Alvorada (que é a residência oficial dos chefes de Estado). A partir da segunda quinzena de fevereiro, o Alvorada deve receber a nova inquilina.

A presidenta espera a conclusão de alguns reparos no palácio para se mudar. Ao ser eleita, ela avisou que passaria a viver no Alvorada acompanhada da mãe, Dilma Jane, e da tia, Arilda. Elas deixaram Belo Horizonte para morar com Dilma no Alvorada. A exemplo da Granja do Torto, o Alvorada terá um quarto reservado para a filha Paula, o marido Rafael Covolo e o neto Gabriel.

Desde o dia 15 de novembro, Dilma passou a morar na Granja do Torto e lá permaneceu durante todo o período de transição do governo. Os antecessores de Dilma, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso afirmaram que o local era um dos mais agradáveis de Brasília, porque reunia beleza natural com uma arquitetura simples e acolhedora.

Os ex-presidentes também elegeram a Granja do Torto como o lugar para as reuniões ministeriais. Além de uma ampla sala, o local, que fica distante do centro de Brasília, dispõe de uma ampla área privativa. Ao se mudar para o Torto, Dilma repetiu o que fez o presidente Lula, em 2002, durante a transição.

Antes de Lula e Dilma, também moraram no Torto os ex-presidentes João Goulart e João Baptista Figueiredo. O local reúne obras de arte que pertencem ao acervo da Presidência da República.

De acordo com amigos e assessores, a mãe e a tia da presidenta tinham o costume de passar temporadas na casa dela em Brasília. Mas a pedido de Dilma ambas mudarão para o Alvorada para lhe fazer companhia.

*Colaborou Renata Giraldi

Edição: João Carlos Rodrigues

Pescados vão ajudar na erradicação da miséria, afirma Ideli Salvatti


Brasileiro passa a consumir mais pescados, diz ministra da Pesca e Aquicultura
A petista Ideli Salvatti assume o Ministério da Pesca e Aquicultura com a missão de aumentar a produção, industrialização, o consumo e a exportação do pescado no país. Segundo ela, o consumo do brasileiro aumentou, mas ainda é baixo.
“Estamos pescando muito aquém da nossa possibilidade. Tanto na área de água marítima, quanto na área de água doce”, afirma a ministra.
De acordo com pesquisas recentes houve um crescimento médio anual no consumo de pescado. O aumento representa que o brasileiro consumia em média 6,4 quilos de pescado por ano em 2003 e passou para cerca de 9 quilos por habitante em 2009. O índice se aproxima do patamar considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde, de 12 quilos por
habitante/ano.
Segundo Ideli Salvatti, uma das questões fundamentais para incentivar o consumo é baixar o preço. “Se você tem mais produto tem uma redução no preço. Tenho certeza absoluta que com a divulgação das qualidades do pescado, e o barateamento do preço, nós vamos ter uma garantia no aumento do consumo”.
Estudos já comprovaram que o peixe é uma das fontes de proteína mais saudáveis para o consumo humano. Além de prevenir contra doenças, possui muitas qualidades nutricionais. É pensando nisso que o Ministério da Pesca e Aqüicultura, em parceria os outros ministérios,
faz um trabalho conjunto para mudar o hábito do brasileiro.
Peixes para a erradicação da miséria
A produção em cativeiro, chamada de aquicultura, pode ser uma alternativa concreta para os pescadores e ribeirinhos da região Norte, por exemplo. A produção em cativeiro também pode ser uma forte alternativa para a erradicação da miséria e da pobreza, como afirma Ideli Salvatti.
“A aquicultura na Amazônia pode ser uma alternativa muito mais eficiente, muito mais economicamente viável do que o avanço da pecuária. Porque você produz uma proteína melhor, com muito menos gastos sem derrubar uma única árvore”, justifica.
Ideli Salvatti diz ainda que o próximo passo será colocar o peixe na merenda escolar. “Isso inclui todas as nossas tratativas com o Ministério da Educação para que nós possamos gradualmente ir incluindo obrigatoriamente o pescado na merenda escolar." (Julita Kissa – Portal do PT)