terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sedurb destrói pista do Aeroclube; manifestante passa mal e PMJP não acredita em revés


 Demolição começou pela pista de pouso que deve ser destruída em poucos instantes

A prefeitura municipal de João Pessoa iniciou há poucos instantes a demolição da área do Aeroclube da Paraíba localizado no bairro do Bessa. A demolição começou pela pista de pouso, que deve ser destruída em poucos instantes. Tratores da prefeitura estão destruindo o início, meio e fim da pista. 
Neste momento a situação é muito tensa no local, já que a professora de paraquedismo Andressa Amaral quando começou a demolição invadiu a pista para tentar parar as máquinas e acabou passando mal, com elevação da pressão arterial. Uma ambulância do Samu socorreu a moça. 
Andressa contou a reportagem que ao ver os tratores se desesperou e invadiu a pista, mas como existiam cinco máquinas não conseguiu conter todas. 
Na tarde desta terça-feira (22), o juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, João Batista Vasconcelos, deferiu pedido de liminar da Prefeitura Municipal de João Pessoa e determinou a desapropriação e posse imediata do Aeroclube da Capital (Foto da Web) pela Administração municipal. O juiz indeferiu ainda a contestação do Aeroclube sobre competência da Justiça Comum para julgar o caso.
Desde o final da tarde dezenas de homens da guarda municipal da prefeitura cercam o local, inclusive, filtrando a entrada de pessoas. A PM também foi aolocal para desapropriar a área.
O procurador do município, Geilson Salomão, informou a reportagem do WSCOM Online que um oficial de justiça esteve no local e lavrou um auto de emissão de posse a prefeitura. Geilson disse também que nada seria destruído imediatamente, mas a garantia do procurador não foi cumprida. Ele disse ainda que se a decisão for revertida, a Prefeitura vai se retirar do local, mas destacou que é muito díficil que isso aconteça, já que após o decreto de desapropriação, resta apenas estipular o valor a ser indenizado.

Cerca de 270 mil benefícios do Bolsa Família são cancelados


Mais de 273 mil famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza deixaram de receber o benefício do Bolsa Família este mês. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), 273.263 inscritos no programa de transferência de renda tiveram seus benefícios cancelados porque não atualizaram os dados cadastrais no prazo previsto, que terminou no último dia 31 de dezembro.
Estado com o maior número de famílias selecionadas para renovar seus dados, São Paulo também registrou o maior número de cancelamento de pagamentos, com 37.264 benefícios suspensos. Em seguida vêm o Rio de Janeiro (23.842) e Minas Gerais (23.076). Este ano, o Bolsa Família irá atender a 12,9 milhões de famílias, liberando cerca de R$ 13 bilhões.
Segundo o MDS, o cancelamento não é irrevogável, já que as famílias com perfil socioeconômico para participar do programa podem voltar a se inscrever. O valor do benefício varia entre R$ 22 e R$ 200, conforme a renda familiar e a quantidade e idade dos filhos. O programa também procura garantir o acesso a direitos básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social e proporcionar meios para que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade.
O recadastramento é periódico, dura praticamente todo o ano e funciona como instrumento de controle e monitoramento do programa. Este ano, mais de 1,3 milhão de famílias terão que procurar a prefeitura de suas cidades até 31 de outubro próximo e renovar os dados cadastrais. As famílias selecionadas estão sendo avisadas por meio do extrato de pagamento de seus benefícios. Além do recadastramento, para continuar recebendo os valores a que têm direito os beneficiários tem que manter os filhos na escola e a agenda de saúde em dia.

Dindin de Manga desfila nesta terça, 22

Bloco é voltado para as crianças, e o circo será o tema deste ano

Oficialmente o Folia de Rua 2011 só começa nesta sexta-feira, 25, no entanto os foliões mirins já podem curtir a energia do carnaval no bloco infantil Dindin de Manga para. A atração desfila nesta terça, 22, às 17h, pelas ruas do Centro de João Pessoa, tendo como ponto de concentração o posto Tropicana, na Rua das Trincheiras.
No local da concentração está sendo instalada uma estrutura que representa o circo, que assim como o carnaval simboliza a alegria e a descontração. Os participantes também irão se divertir com as apresentações de malabaristas, pernas de pau e palhaços, além de profissionais que estarão pintando o rosto das crianças com desenhos que simbolizam os festejos de Momo.
A música ficará por conta de duas orquestras de frevo, que irão tocar as antigas carnavalescas. Uma das preocupações da direção do bloco é a preservação da cultura musical carnavalesca, e tocar essas canções para as crianças seria uma forma de manter essas músicas.
O Dindin de Manga surgiu a partir do bloco Picolé de Manga, integrante da Associação Folia de Rua,que abre o projeto Folia de Rua nesta sexta-feira, 25.

Nova Zelândia: 65 morrem em terremoto

Nova Zelândia: 65 morrem em terremoto Número não é definitivo e pode aumentar, afirma o premiê John Key. Terremoto de magnitude 6,3 atingiu Christchurch, ao sul do país.
Um terremoto de magnitude 6,3 matou pelo menos 65 pessoas nesta terça-feira (22) em Christchurch, segunda maior cidade da Nova Zelândia, e muitas outras ainda estão soterradas sob escombros de edifícios.
Foi o segundo grande terremoto em cinco meses na cidade, que tem 400 mil habitantes, e foi também o mais letal desastre natural no país em 80 anos.
"Nós bem podemos estar testemunhando o dia mais sombrio da Nova Zelândia... Até o momento, o número de mortos está em 65 e pode subir", disse o primeiro-ministro neozelandês, John Key, à TV local. "É difícil descrever. O que era uma cidade vibrante algumas horas atrás agora está de joelhos", acrescentou Key, que viajou para Christchurch, sua cidade natal e onde tem parentes.
Mapa localiza região do tremor (Foto: Arte/G1)O prefeito da cidade, Bob Parker, comparou a situação da cidade a uma zona de guerra. Inicialmente ele disse que cerca de 200 pessoas podiam estar presas nos escombros, mas depois revisou o número para 100.
Uma mulher resgatada disse que passou seis horas esperando socorro. 'Achei que o melhor lugar era sob a mesa, mas o teto desabou por cima, não posso me mexer e estou aterrorizada', havia dito por celular a funcionária de escritório Anne Voss a uma TV local.
O tremor ocorreu na hora do almoço (fim da noite de segunda-feira no Brasil). Ruas e lojas estavam muito movimentadas, e os escritórios ainda estavam ocupados.
Pelo menos um corpo foi retirado de um edifício de escritórios de quatro andares da companhia Pyne Gould, situado em pleno centro da cidade, onde os bombeiros trabalham para resgatar cerca de 30 pessoas presas nos escombros, informou a rádio "Nova Zelândia".
Em algumas ruas de Chistchurch, cidade com população de 400 mil pessoas, o tremor gerou crateras de até um metro de profundidade. O prefeito confirmou que foi declarado estado de emergência na cidade e que a polícia e o Exército montaram um cordão de segurança ao redor da zona mais afetada.
O terremoto de magnitude 6,3 sacudiu a cidade de Christchurch às 12h51 da terça-feira (22) no horário local (20h51 desta segunda, 21, em Brasília), de acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), que monitora tremores pelo mundo.
Pelo menos 20 tremores secundários foram registrados.
O hospital local recebeu muitos pacientes com membros esmagados, cortes e dores no peito, e os casos mais sérios podem ser transferidos para outras cidades. Militares foram mobilizados para participar do resgate, segundo autoridades.
O aeroporto da cidade foi fechado, e o centro foi esvaziado, de acordo com a polícia.
O epicentro do tremor foi localizado a 4 km de profunidade, a 5 km ao noroeste de Christchurch.
Um forte tremor de magnitude 7,2 havia atingido a mesma cidade em setembro de 2010, provocando 20 mortes e destruindo edifícios, o que fez o país decretar estado de emergência.
Christchurch é considerada um pedaço da Inglaterra no Hemisfério Sul. Tem uma famosa catedral, agora praticamente destruída, e um rio chamado Avon - como na Inglaterra. Tem muitos edifícios históricos, construídos em pedra, e também é freqüentada por estrangeiros que desejam aprender inglês e por turistas que a usam como trampolim para excursões pela Ilha Sul da Nova Zelândia.

Ministro assegura aumento no número de bolsas do ProJovem Trabalhador

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, garantiu a ampliação do número de bolsas do Programa ProJovem Trabalhador na Paraíba. Lupi assegurou o aumento à secretária do Estado de Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos, durante encontro em Brasília. A assessoria técnica do ministério está avaliando dados estaduais apresentados pela secretária e deve anunciar o percentual do acréscimo até o fim da semana.

“Fomos muito bem recebidos pelo ministro Carlos Lupi – eu e o deputado federal Damião Feliciano. Ele demonstrou grande respeito ao projeto de gestão do governador Ricardo Coutinho e garantiu um aumento no programa, mas não pôde precisar a quantidade de bolsas que será disponibilizada à Paraíba,” comentou Aparecida Ramos.

O ProJovem Trabalhador visa preparar o jovem para ocupações com vínculo empregatício ou para outras atividades produtivas geradoras de renda, por meio da qualificação social e profissional e do estímulo à sua inserção no mundo do trabalho. Além disso, ele recebe uma Bolsa-Auxílio do Governo do Estado no valor de R$ 100 durante seis meses. Podem participar do programa os jovens desempregados com idades entre 18 e 29 anos, e que sejam membros de famílias com renda per capta de até meio salário mínimo.

“No ano passado, quando o Governo do Estado iniciou os registros para o programa, tivemos 25 mil inscrições, a maioria delas dentro dos critérios exigidos. Ou seja, temos aí uma alta demanda para atender através dessa parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego. É importante destacar que vários parlamentares paraibanos, a exemplo do deputado Damião Feliciano, estão buscando alternativas para que possamos qualificar nossos jovens”, concluiu Aparecida.

Caio quer derrubar cobrança na ‘zona azul’ e em shoppings

Caio quer derrubar cobrança na ‘zona azul’ e em shoppings POLÊMICA: deputado quer derrubar cobrança de estacionamento na ‘zona azul’ e em shoppings, aeroportos e rodoviárias do Estado da Paraíba

Após denunciar ‘suposto’ empecilho do Governo para contrapor as cobranças da tarifa de transporte público em João Pessoa, o deputado estadual Caio Roberto (PR), resolveu apresentar um projeto de lei que derruba taxa da ‘zona azul’ e proíbe a cobrança de estacionamento em locais púbicos de toda a Paraíba, a exemplo do que já ocorre em outros Estados da federação.

Em Goiana, Brasília, Natal e outras localidades a Lei já foi sancionada e a população é beneficiada com a isenção da tarifa.

Além de shoppings e zona azul, o projeto de Caio Roberto ainda estende a proibição da cobrança em estacionamento de aeroportos, rodoviárias e até bancos. "Nossa intenção é isentar o consumidor dessas cobranças abusivas. Pra onde se vai hoje sempre tem alguém cobrando estacionamento. Ninguém aguenta tanta exploração e isso tem que ter um fim", justificou Caio.

Em Campina Grande, apesar de não ter Lei proibindo, o próprio shopping Boulevard optou pela não cobrança do uso do seu estacionamento. Quando for levada à Plenário a proposta vai suscitar um caloroso debate, tendo de um lado aqueles que hoje faturam milhões com a exploração da taxa e do outro a população que não agüenta mais pagar flanelinha, Zona Azul e estacionamento de banco e shopping toda hora para poder estacionar.

Ministério do Esporte renova convênio com entidade que não cumpriu as metas

Instituto é presidido por filiado do PCdoB, mesmo partido do ministro Orlando Silva
O Ministério do Esporte publicou, em janeiro, um convênio de R$ 16 milhões do Programa Segundo Tempo com uma entidade dirigida por membros do PCdoB, em Santa Catarina, que não havia cumprido o prazo da parceria feita anteriormente com a própria pasta para cuidar do mesmo projeto.
Presidido por Rui de Oliveira, filiado ao PCdoB, o Instituto Contato teve seu contrato rescindido em dezembro, segundo decisão do ministério publicada no Diário Oficial da União, "tendo em vista o não cumprimento do objeto pactuado, quanto à realização das atividades constantes no Plano de Trabalho, e o não cumprimento das metas físicas e financeiras previstas no Plano de Aplicação".
Integrante da direção estadual do PCdoB em Santa Catarina, Simone Fraga é quem coordena o Segundo Tempo, projeto usado como bandeira na campanha eleitoral passada de João Ghizoni, que foi assessor especial do ministro do Esporte, Orlando Silva, ambos filiados ao PCdoB. Ghizoni tentou, sem sucesso, uma vaga no Senado.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo visitou os núcleos atendidos pelo Instituto Contato em Florianópolis e conversou com líderes comunitários que recebem o programa social. Na cidade, terra natal do ex-tenista Gustavo Kuerten, o Guga, crianças têm aula de tênis com raquetes de plástico e em plena calçada, professores recebem salários atrasados e alunos ganham merenda vencida. Comunidades carentes avisam que não querem mais continuar com o Segundo Tempo.
O Instituto Contato gastou pelo menos R$ 71 mil na produção de banners e faixas que anunciam a existência do programa do Ministério do Esporte. A própria entidade pediu rescisão do contrato que lhe rendeu R$ 13 milhões em dois anos. Segundo parecer do ministério, o governo federal já tinha identificado que o Contato não havia conseguido concluir o projeto em pelo menos quatro núcleos esportivos. "A entidade deixou de se manifestar sobre o apontamento feito por esta unidade, posto que em resposta somente solicitou a rescisão da parceria", afirma trecho de conclusão técnica do ministério.
Apesar dos problemas, o Ministério do Esporte fez um novo convênio com a entidade no valor de R$ 16 milhões para criar 250 núcleos e beneficiar 25 mil crianças nos próximos dois anos, de acordo com extrato publicado no DOU no dia 17 de janeiro. Defesa
O ministério informou que não havia empecilho para firmar um novo convênio. "O contrato anterior foi rescindido por solicitação da própria entidade, e, por isso, não houve impedimento à renovação da parceria", informou a pasta. "No momento da assinatura do novo convênio, a entidade estava no prazo regulamentar de entrega da prestação de contas final do anterior", ressaltou. O Insituto Contato disse que pediu a rescisão porque entendeu ter feito sua parte no projeto. "Todos os núcleos do convênio foram executados de acordo com o pactuado."