segunda-feira, 4 de abril de 2011

Papelão, hein?

Gisa Veiga

Gisa Veiga é jornalista desde a década de 80, tendo passado pelos jornais A União, O Norte, Correio da Paraíba, Jornal da Paraíba e no semanário O Momento. Nessas redações, assumiu diversos cargos, de repórter a editoria. No telejornalismo teve experiências como repórter, comentarista e entrevistadora, tendo passado pelas TVs Cabo Branco, TV Tambaú, TV O Norte e como correspondente da Band. A ironia, misturada a um toque de humor, tem sido o principal tom de suas colunas.


Feio, muito feio para o PMDB o boicote à reunião do governador Ricardo Coutinho com a bancada paraibana no Congresso Nacional para tratar de assuntos do interesse do Estado. E nem adianta fingir que não foi boicote. Foi. De alguns, como Wellington Roberto, eu já esperava atitude como essa. Nenhuma surpresa. Mas de outros, não. Especialmente de Vitalzinho. Como bem lembrou Josival Pereira, da Tambaú FM, Vitalzinho não poderia ter faltado de jeito nenhum, porque seu irmão, o prefeito Veneziano Vital, de Campina Grande, vive pedindo audiência com o governador para tratar de assuntos do interesse de Campina. Se Vitalzinho falta à reunião, que moral terá para cobrar a audiência para o irmão prefeito?
Então, se depender do PMDB, que tem ligação com o governo Dilma, a Paraíba jamais avançará. Jamais. Porque o que importa para esse partido é o tal do crédito. Ou seja, tem peemedebista com medo que o governador não dê o devido crédito ao esforço conjunto que está sendo feito pelo desenvolvimento da Paraíba. Baboseira maior que essa ainda estou para escutar. É primitivismo político, como afirmou o deputado Ruy Carneiro, articulador da reunião.
De todos da bancada, o único que tinha motivos de sobra para não ficar cara a cara com o governador era o senador Cícero Lucena. Engoliu mágoas, passou por cima das inúmeras diferenças e ainda foi extremamente cortês com o governador, cumprimentando-o com um aperto de mão. Tudo isso em favor da Paraíba. Ninguém, em sã consciência, vai acusar Cícero – como quiseram acusar Ruy – de estar aderindo, né?
Reunir-se, discutir assuntos da mais alta importância dos paraibanos, juntar esforços... nada disso significa aderir. Isso só está na cabeça dos mesquinhos, dos políticos que nunca sairão da mesmice politiqueira, dos que querem ver a Paraíba afundar, desde que Ricardo Coutinho vá junto.
Aos ausentes, um lembrete: seus eleitores querem desenvolvimento, obras estruturantes, economia vitaminada, mais empregos. Com ou sem Ricardo Coutinho. Não estão nem aí para aparência de adesão. Negar-lhes a oportunidade de uma Paraíba maior é o mais alto grau da mesquinharia. Coisa de gente baixa. De primitivo, mesmo.
A Cícero Lucena, o nosso reconhecimento de político que sabe honrar o seu mandato. Ou alguém pensa que esse gesto foi algo banal para ele?

Em tempo
Ridículo o comentário de Wellington Roberto sobre a “falta de autoridade” de Ruy de “convocar” a reunião. Ruy apenas tomou uma iniciativa que ele jamais tomaria, estou errada? Agora Wellington, vendo a tolice que fez, quer “convidar” o governador para uma conversa sobre os interesses da Paraíba. Quer levar o tal do crédito, entende?
É nada, sabichão!

 

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