segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Governo incluirá mais 800 mil famílias no Bolsa Família até 2013


A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, anunciou nesta segunda-feira que o governo federal pretende incluir mais 800 mil famílias no benefício do Bolsa Família até o final do ano de 2013.
Os recursos do Bolsa Família são atualmente concedidos às famílias consideradas extremamente pobres, que recebem até R$ 70 mensais por pessoa, e as classificadas como pobres, cuja renda varia de R$ 70,01 a R$ 140 mensais per capita.
Para as famílias carentes com adolescentes de 16 e 17 anos frequentando a escola, o governo já autoriza o pagamento de R$ 38 por adolescente, com benefício máximo de duas dessas cotas, ou seja, R$ 76.
Ao anunciar a ampliação dos beneficiários, o governo também vai aumentar de três para cinco o número de filhos com até 15 anos que poderão ser contemplados com auxílio de R$ 32 mensais.
A medida foi justificada pelo fato de o Censo 2010 ter verificado que 40% da população extremamente pobre tem cerca de 14 anos. Ao todo, se uma mesma família se enquadrar em todos os critérios definidos pelo governo, ela pode chegar a receber R$ 306 mensais.
Também foi anunciado nesta segunda-feira pela ministra Tereza Campello a entrada em vigor do benefício chamado de retorno garantido, que garante que ex-beneficiários do programa, que deixaram de receber os repasses por terem solicitado o desligamento voluntário, possam voltar a serem contemplados com os recursos, se necessário.
JB Online

Vazou: Senador estadunidense assume que invasão Líbia é pelo petróleo


As invasões ao Afeganistão, Iraque e Líbia violam descaradamente disposições da ONU e servem de alerta para o resto das nações que dispõem de recursos estratégicos essenciais para as potências capitalistas


Durante o diálogo com a jornalista Andrea Mitchell, através da rede internacional MSNBC, o senador democrata Ed Markey garantiu que "...Bom, nós estamos na Líbia pelo petróleo...  E esta dependência que temos do petróleo, é uma necessidade que os Estados Unidos têm de possuir um programa de energia renovável, no futuro".

Assim, os governos e exércitos que integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) violaram de forma descarada as disposições da resolução 1973 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a qual, apesar de seu caráter evidentemente intervencionista e neocolonial, proibiu as operações militares em terra e não incluía a derrubada  de Muammar al Gadaffi nem o reconhecimento do Conselho Nacional de Transição como governo de fato da Líbia.


A referida resolução só autorizava os comandos da OTAN a oferecerem proteção aos civis supostamente massacrados pelas forças governamentais líbias, mas estes ultrapassaram os limites e montaram uma operação combinada de forças aéreas, navais e terrestres, violando radicalmente a decisão do Conselho de Segurança, secundados por uma campanha midiática, em nível mundial, que arremetia contra a tirania de Gadaffi e seus crimes de lesa-humanidade.

Muammar al Gadaffi tornou-se um dos parceiros mais fiéis do imperialismo na região de Oriente Médio, especialmente da França e da Itália, o que não impediu que os governos dessas nações, junto ao dos Estados Unidos, armassem e respaldassem militarmente os mercenários, cuja missão principal é a de assegurar o acesso das potências ao petróleo de alta qualidade existente no subsolo líbio. Este fato, de por si, constitui uma advertência para o resto das nações que dispõem de recursos estratégicos essenciais para as potências capitalistas, as quais — como ficou demonstrado neste caso, tal como no Afeganistão e no Iraque — não duvidariam na altura de violar a Carta das Nações Unidas, utilizando seu poder de veto na referida organização, além de seu poder bélico, para impor sua decisão a todo o planeta, em uma partilha neocolonial que nos faz lembrar o que a Europa fez em séculos anteriores.

Após a confusão provocada pelos levantes da Tunísia e do Egito — que os levou a defender os regimes derrocados — os governos dos Estados Unidos e da Europa reagiram de maneira diferente no caso da Líbia, desatando uma bem cuidada campanha de desinformação que apresentou os mercenários que eles patrocinaram como rebeldes enfrentados a uma cruel tirania, chegando-se a qualificar os acontecimentos que tiveram lugar ali como uma guerra civil.

Até certo ponto, seguiram os mesmos padrões aplicados durante a chamada Guerra Fria quando enfrentavam a "conspiração mundial comunista", representada pela URSS. Agora que a estratégia foi bem-sucedida, não podemos esquecer a ideia de que a mesma poderá ser aplicada em qualquer outro lado, tendo como alvos principais aqueles países que possuem matérias-primas das que precisa o capitalismo mundial.


Para os Estados Unidos, esta estratégia estaria norteada para seu "quintal", isto é, Nossa América, o que deveria servir para prevenir os governos e povos desta ampla região, que a possam contestar com antecedência, de forma semelhante à empregada contra as pretensões da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), em um confronto assimétrico, porém efetivo, que ponha a nu e derrote o cinismo imperialista de Washington e de seus parceiros europeus.

Patrícia Poeta acha que apresentar o Fantástico é mais importante que presidir o Brasil


Por Urariano Mota
Muito script, muita prepotência e pouco preparo
 A arrogância de uma emissora que transmite a ilusão criminosa de estar acima das instituições, e de que a sua utilidade para a população (muitos reféns da fantasia) se sobrepõe às ações governamentais - Pragmatismo Político


Muito script, muita prepotência e pouco preparo
Desde o tempo em que trabalhei no rádio, aprendi que uma entrevista nem sempre deve começar pelo que mais interessa. Pois existiria depois o que se chama edição, onde o fundamental que interessava à pauta assumiria o devido lugar de destaque. Assim fizemos em mais de um Violência Zero, esse era o nome do programa, um espaço de direitos humanos no rádio, que então denunciava os criminosos da boa sociedade em Pernambuco.

Mas nunca, nem mesmo no dia em que entrevistamos um espancador de travestis, que afirmava na maior naturalidade odiar gays e assemelhados, nunca tratamos  o agressor com desrespeito à sua pessoa, ou dele montamos o que não era real, documentado, em provas e pesquisas anteriores. Isso quer dizer, não lhe púnhamos na boca aquilo que o editor pensara antes, pois mais de uma vez mudamos o imaginado, que não se confirmava na pesquisa viva.  


Que diferença para a entrevista de Patrícia Poeta com a  presidenta Dilma no Fantástico do último domingo! A primeira coisa a se notar, já no começo, é a diferença de autoridade entre a repórter/apresentadora e a presidenta do Brasil. Entendam o que isso quer dizer: quem mandou em cena foi Patrícia, perdão, Poeta.  “Agora vamos trabalhar?”, comandou a moça cuja poesia reside nos longos cabelos. A edição preservou o constrangimento, a clara insinuação de que a presidenta não estivesse já trabalhando, exatamente  para responder à grande autoridade da apresentadora do Fantástico. Que comandava e cruzava os braços.

Quem essa gente pensa que é? Aqui se confirma uma vez mais a história do carregador de quadros de santos em cima de jumento, que ao passar pelas estradas via o povo se ajoelhar e pensava “o quanto sou importante”. Quem monta no veículo tv globo recebe a sua aura. Patrícia manda na presidenta, e a edição realça o mando mais adiante em outro momento. Olhem bem, prestem atenção, porque a fala a seguir é da Poeta: “Vou deixar a senhora falar um segundo exemplo. Tomei seu tempo lá na alvorada, a senhora tem crédito agora. Vou deixar”. Sentiram a força?  

Antes, da autoridade, Patrícia Poeta, vêm muitas bobagens (lembram-se do princípio de edição?), todas desrespeitosas para o cargo e importância da primeira mulher a presidir o Brasil, mulher ex-guerrilheira, torturada e quase morta na ditadura. Pergunta a autoridade do veículo:  “ Em uma reunião dessas, por exemplo, tem um momento mais mulher? Bolsa, sapato, filho, neto?”, e segue, entre menções a fotos de netinho, até atingir o que interessa:

“Poeta:  A senhora não imaginava, por exemplo, que fosse ter que trocar quatro ministros em tão pouco tempo, três deles, pelo menos, ligados a denúncias de corrupção, esperava isso?

Dilma: Olha, Patrícia, eu espero nunca trocar nenhum ministro e muitos deles eu não troquei exatamente por isso. Vamos e venhamos. O ministro Jobim, Nelson Jobim, saiu por outros motivos.

Poeta:  Mas os outros três...

Dilma: Eles ainda não foram julgados, então não podem ser condenados”.

 Até o sublime instante em que se irmanam editores e repórteres ungidos pelo poder do veículo. Lembrem-se do princípio da edição, o que conduz bobagens até chegar a este ponto:   

“E como que a senhora controla esse toma lá da cá, digamos assim, cada vez mais sem cerimônia das bancadas? Como é que a senhora faz esse controle?

Dilma: Você me dá um exemplo do ‘da cá’ que eu te explico o ‘toma lá’’.

Vem um curto silêncio na cena da entrevista. O ar não admite buracos, mas ainda assim há um raivoso e perturbado silêncio. Então volta a verdadeira autoridade, que ali chegou por decisão soberana de todo o povo do Brasil: 

“Estou brincando contigo.... Vou te explicar. Eu não dei nada a ninguém que eu não quisesse. Nós montamos um governo de composição. Caso ele não seja um governo de composição, nós não conseguimos governar. A minha base aliada, ela é composta de pessoas de bem. Ela não é composta, não é possível que a gente chegue e diga o seguinte: ‘Olha, todos os políticos são pessoas ruins’”.

A autoridade que vem do veículo onde monta, a cara da entrevistadora Patrícia Poeta é de morder,  apesar de palavras em tom de meiga manteiga. Não há mais um morde e assopra. Há um morde e assobia. Quem desejar ver a pegadinha que se frustrou, olhe aqui (http://www.youtube.com/v/BAEoXe0ymjc&fs=1&rel=0&autoplay=1 )

Se houvesse uma edição popular, de toda a entrevista esta frase seria a mais séria: “Tou brincando contigo”. E os risos do Brasil ao fundo, que no rádio chamavam BG. 

Racistas da internet disseminam ódio mas recuam sob pressão: é dever denunciá-los


Enquanto os cartolas do Facebook não descobrem um modo de proteger a quem lhes dá tanto dinheiro, o jeito é fazer como a  usuária Clarisse Miranda Gomes que botou a boca no mundo


Enquanto os inventores de  redes sociais faturam milhões com o sucesso de suas criações, os usuários vão perdendo, cada vez mais, sua privacidade e muitos tem até seus nomes achincalhados por gente desconhecida  que simplesmente se acha no direito de falar o que bem entende de qualquer um,  sem o mínimo de respeito e conveniência.

A última vítima desse abuso verbal foi a recém eleita Miss Universo 2011, a angolana Leila Lopes. Logo depois de escolhida como a mulher mais bonita do universo, ela foi alvo de comentários preconceituosos e racistas por parte de um desses usuários do Facebook que se acham poderosos o suficiente para xingar e ofender sem limite, só porque tem à disposição, um espaço público e a liberdade de escrever o que bem quiser.

Veja só o que disse  Marco Antonio Arcoverde Cals em seu perfil do Facebook:

"Leila Lopes é a Miss Universo!  Conheci a preta mês passado e fez muito bem de ter prendido aquele cabelo de vassoura. Era a única elegante das 5 finalistas... todas com cara de brega. Ela não... parecia uma Barbie Black Label! HAHAHA Algo me diz que lutará pelas classes! Parabéns, macaca! :)"

Diante da gratuidade das ofensas, ele foi denunciado por outros usuários que acabaram por forçá-lo a se explicar.

"É gente... tão compartilhando isso aqui! MUITO OBRIGADO facebook por ter colocado meu mural ABERTO PRA PÚBLICO como default SEM ME CONSULTAR pra QQ MANÉ ler post meu fora de contexto. Mais uma vez: Quem eu eu chamo de MACACA. Independente de cor, credo, formação, local onde reside ou se gosta da novela "Fina Estampa". Quem não, recebe OUTROS NOMES. Quem me conhece sabe disso, correto macacas? PS> E SIM, o cabelo solto dela não é dos melhores. E daí? Do meu irmão tb não é! :)"

Mas as desculpas dele  não convenceram.  Clarisse Miranda Gomes, que comandou a campanha para denunciar o perfil de Arcoverde e suas ofensas à miss negra, revoltada, respondeu:

 “Não quero espalhar o ódio, nem que o rapaz (do comentário infeliz) seja agredido na rua (NUNCA NA VIDA!!!), só acho que o comentário e as desculpas foram péssimas e que o respeito ao próximo esta acima de tudo!!! Eu não acho "carinhoso" ser chamado de viado, viadinho, gorda (o), caolha, macaca, cabelo de vassoura e vários outros nomes... #prontofalei. Quem não respeita o próximo, não merece respeito! E isso vale pra tudo e pra vida!"

Bem,  esse é apenas um exemplo do que acontece quase diariamente no Facebook. Tem muita gente que se aproveita do espaço de que dispõe, que deveria ser para compartilhar amizades e pensamentos, para ofender o próximo, com a maior desfaçatez.

Volta e meia, usuários  se vêem desrepeitados em sua privacidade, quando outros, que são apenas amigos virtuais, se acham no direito de postar o que bem entendem no wall alheio, como fotos pessoais, mas que são absolutamente desconhecidas para a vítima do abuso, sem contar com citações  e poemas que muitas vezes não condizem com o pensamento daquele usuário, além de postarem informações profissionais, portfólios e currículos sem a permissão dele. Com amigos virtuais assim quem precisa de inimigo, não é mesmo?

Aí vem a pergunta que não quer calar: por que os organizadores e inventores do Facebook não reservam uma parte dos milhões que ganham  para cuidar da privacidade dos usuários de sua rede social?  Não deveria haver uma ferramenta que previamente impedisse a postagem de comentários  ofensivos e vexatórios, com teor racista ou  em relação a qualquer minoria?


Mas enquanto os cartolas do Facebook não descobrem um jeito de proteger a quem lhes dá tanto dinheiro, o jeito é fazer como a  usuária Clarisse Miranda Gomes que botou a boca no mundo diante da atitude ridícula e racista do Marco Antonio Arcoverde Cals, que mal ou bem teve que se desculpar.

Rede social também tem que ser solidária,  e nós todos que temos nossos perfis no Facebook e o usamos para nos comunicar e externar nossas ideias e opiniões dentro do respeito e limite humanos, somos obrigados a ficar atentos para não permitir arbitrariedades como essas. Afinal, o Facebook foi criado para conectar seres humanos.

Eleita neste domingo a nova executiva da juventude do PT em João Pessoa


Neste domingo (18/09) foi realizado o II Congresso da Juventude do PT de João Pessoa, cujos objetivos foram eleger a nova direção a e nova política para a JPT no Município para os próximos anos, bem como os delegados para o Congresso Estadual que será realizado em outubro. A nova Executiva da JPT foi eleita em um Congresso atribulado devido às manobras dos setores liderados por Rodrigo Soares, Giucélia Figueiredo e Anísio Maia. Tais setores, que compunham a Executiva da Juventude do PT até então, eram os responsáveis pela condução do Congresso. Aos serem surpreendidos enquanto minoria no processo, negaram-se a abrir o Congresso e em seguida o abandonaram, levando as listas, atas e toda a documentação enviada pela Direção Nacional da Juventude do PT para sua realização.
Desta forma, os jovens petistas que permaneceram realizaram o Congresso com a presença de um membro da Coordenação Municipal e membros da Executiva Municipal do PT, elegendo a nova Executiva Municipal de Juventude e os delegados para o Congresso Estadual. A postura de como foi conduzido o Congresso foi incisiva quanto ao papel que a juventude petista irá desempenhar a partir de então nas instâncias partidárias: “o objetivo defendido pela nova gestão é de parceria, e não de subserviência a lideranças A, B ou C do Partido” e “ a autonomia e protagonismo da juventude devem ser estimulados e difundidos, para que os jovens se interessem e se engajem cada vez mais na política e no Partido” foram falas presentes no Congresso, que deram o tom de uma juventude aberta a diálogos, sem medo de questionar o status quo e se mostrar incisiva às outras instâncias do Partido quando necessário.
“A JPT de João Pessoa, a partir de agora, se mostrará mais atuante, mais combativa, mais propositiva e acima de tudo, autônoma”. Foi esta a frase que coroou o encerramento do Congresso, elegendo para sua Executiva os jovens petistas Ana Cláudia Silva, Erika Benemond, João Jales, Viviane Sousa, Fernando Lucena Lopes e Kássio Ferreira.
Fonte : Assessoria

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Piada pronta: Revista Veja 'ensina' como enfraquecer o PT e Movimentos Sociais

Em sinal de desespero, Revista Veja diz que a representação de trabalhadores e dos movimentos sociais no Congresso é nociva, numa visão elitista de que o parlamento deve apenas comportar as classes dominantes


A edição da revista Veja do dia 7 de setembro traz uma reportagem cujo título é “Como aumentar o peso do seu voto”, onde traz os dez supostos motivos para apoiar a tal ideia. Para as pessoas progressistas, de visão política arejada e saudável, que defendem a liberdade e a participação popular na política, uma simples proposta defendida pelo Grupo Abril já traz a leitura de não ser uma iniciativa positiva, mas de retrocesso, de cerceamento da democracia. 


Antes de comentar passo a passo o que passarei a chamar de 10 mentiras (e meias verdades) é bastante revelador o preâmbulo da matéria e algumas opiniões constantes das sete páginas do referido texto. Estabelecendo “cálculos” sem nenhuma comprovação, eles partem do pressuposto de que, se o voto distrital estivesse implantado no Brasil, o PT teria no mínimo 15 deputados a menos. Vejam aí, amigos e amigas, que já fica logo claro qual o interesse do grupo – reduzir a representação do partido que, ao lado de outros, vem conduzindo mudanças extraordinárias no país, mudanças essas que precisam ser aprofundadas, em prol dos trabalhadores, do povo e da soberania do Brasil.

Mais adiante, em várias passagens de cada “motivo” eles vão alegar acintosamente, sem meios termos, numa demonstração clarividente de seus preconceitos e interesses, que o voto distrital vai reduzir a possibilidade de eleição de sindicalistas e de representantes dos movimentos sociais. Isso mesmo; para Veja, representação de trabalhadores e dos movimentos sociais no Congresso é nociva, numa visão elitista de que ali só comporta os prepostos das classes dominantes, os representantes da grande burguesia (banqueiros, grandes empresários e latifundiários). Numa previsão otimista, novamente saído de outro esdrúxulo "cálculo", vão dizer que com a nova fórmula 35 sindicalistas não teriam sido eleitos em 2010.

Para entender melhor a polêmica, o voto distrital puro (tem outra modalidade, o voto distrital misto) passaria a ser como uma eleição majoritária, uma eleição de prefeito, por exemplo. Então, para se votar num vereador ou deputado, uma cidade como Salvador seria dividida em distritos, suponhamos 20 (o total de zonas eleitorais) e cada uma delas teria uma eleição para vereador ou deputado e cada partido apresentaria um candidato em cada uma delas. Esse não é o assunto em análise aqui, mas imagine só a confusão que seria a divisão desses distritos num país tão amplo e complexo como o Brasil. Se numa cidade já seria pra lá de complicado, imaginemos esses distritos no âmbito do restante de cada estado. Vamos aos argumentos da única revista norte-americana escrita em português, como já disse um deputado comunista:

As 10 mentiras (e meias verdades) de Veja sobre o voto distrital

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ex-torturador espanta o Brasil com relato sobre mortes e torturas na ditadura


Advogado choca o Brasil com depoimento sobre torturas e mortes das quais ele próprio participou. Ele revelou ter presenciado de 10 a 15 execuções e participado de operações que resultaram na prisão de Dilma Rousseff

Lucena relata detalhes da prisão de Dilma e outros casos
 Lucena relata detalhes da prisão de Dilma e outros casos
O advogado João Lucena Leal, radicado em Rondônia há trinta anos, chocou o Brasil, em rede nacional de televisão, com um depoimento frio sobre mortes e torturas durante o regime militar. Ele também revelou detalhes das operações de que participou para prender a hoje presidente da República, Dilma Rousseff, e o então estudante José Genoíno, que viria a ser presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e atualmente é assessor do Ministério da Defesa. Segundo Lucena, Genoíno não precisou ser torturado. “Fez um acordo com o Exército e entregou, delatou todos os seus companheiros”, disse.


Lucena falou ao jornalista Roberto Cabrini, do programa Conexão Repórter, do SBT. Cabrini veio a Porto Velho para entrevistar aquele que é considerado um dos maiores torturadores ainda vivos do tempo da repressão no Brasil .

Agente da repressão a serviço dos militares que tomaram o poder no País com o golpe de março de 1964, João Lucena Leal foi descrito como o típico homem dos porões da ditadura.

Na entrevista, Lucena descreveu, com tranqüilidade e frieza, o que viu e o que fez com os adversários políticos do regime. "O sujetio amarrado, algemado e o executor puxava o gatilho e matava", disse ele ao narrar uma das cenas entre as inúmeras das quais presenciou e participou.

Tortura justificada

Para Lucena, a tortura se justifica "para extrair uma informação ardente". Fazia parte de seu trabalho extrair tais informações dos ativistas políticos. "Eu executava com nobreza", acrescentou.

Ex-delegado da Polícia Federal, Lucena também é descrito como um torturador profissional. A Ronberto Cabrini, ele relatou torturas, prisões e mortes das quais diz ter participado.

Mesmo acusado de cometer atrocidades, Lucena disse estar orgulhoso de tudo o que fez.

Com a saúde severamente abalada após um ataque cardíaco e acusado de ser um torturador impiedoso, mesmo assim o homem da repressão diz ter a consciência e um sono tranqüilos.

Na entrevista, informou ter apenas um remorso. Foi quando viu o corpo de uma moça de 17 anos morta pelos militares. "Peguei no corpo dela e ainda estava quente. A moça não tinha ideologia nenhuma".

Em Rondônia, Lucena ficou rico como advogado de traficantes e de notórios assassinos, como o fazendeiro Darli Alves, que matou a tiros, no Acre, o líder seringueiro Chico Mendes.

Ao falar sobre o que considera tortura, Lucena disse que "é um ato de violência contra o próprio irmão", e acrescenbtou :” a tortura é praticada em larga escala nas polícias militar e civil do País”.

Mostrando profundo conhecimento no assunto, o advogado disse que, na sua época, o método mais utilizado era o pau de arara, nas suas palavras , "um instrumento cruel, devastador, que deixa seqüelas. Tem muita gente que não resiste meia hora e conta tudo. Às vezes, é só mostrar o instrumento e ele (a vítima) abre".

As sete vítimas vivas de Lucena

A Cearense, João Lucena Leal estava lotado na Superintendência da Polícia Federal do Ceará quando era agente da repressão. Lá, entre suas incontáveis vítimas, o SBT localizou sete pessoas que dizem ter sido torturadas pelo advogado.



Torturador perverso, segundo testemunhas
O hoje professor José Auri Pinheiro, professor na época, foi torturado barbaramente por dois dias. Ele reconheceu Lucena durante a entrevista a Roberto Cabrini, que lhe mostrou uma foto do advogado quando ainda era mais novo. "O Lucena é um torturador conhecido aqui no Ceará. Em 1973 fui torturado por ele, que é um sujetio explosivo, impulsivo e malvado, que só falava em matar, em destruir as pessoas", contou Auri. Segundo ele, Lucena torturava as vítimas ” com sadismo, com convicção”.

O hoje arquiteto José Tarcísio Prata foi outro que também relatou sua experiência dolorosa nas mãos de João Lucena Leal. ?É um torturador profissional, perverso?, disse.

Viu dez ou quinze execuções e a delação de José Genoíno

Lucena afirmou ter visto de dez a 15 execuções de guerrilheiros do PC do B no Araguaia, entre elas, a morte de uma jovem identificada por ele como Sônia, que foi assassinada pelo hoje major reformado do Exército Sebastião Curió.

No meio da entrevista, João Lucena disse que, no Araguaia, foi preso o então estudante José Genoíno, que viria a ser presidente do Partido dos Trabalhadores e atualmente é assessor do Ministério da Defesa.
Segundo Lucena, Genoíno não foi torturado e fez um acordo para delatar os companheiros de guerrilha. O major Sebastião Curió confirma a afirmação de Lucena sobre o ex-dirigente petista. "O Genoíno não foi torturado e entregou todo mundo".

A prisão de Dilma

Tanto Curió quanto Lucena participaram das investigações e prisão da hoje presidente Dilma Rousseff, então militante política. "Ela (Dilma) era uma menina de 17 ou 18 anos de idade que foi presa e levada para a Operação Bandeirantes e entregue ao delegado Fleury (Sérgio Paranhos Fleury, notório torturador".