segunda-feira, 21 de março de 2011

Veneziano classifica Governo de Ricardo como "improviso"


                                                                       O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), foi o entrevistado do último sábado do programa Tribuna Livre na Rádio Cultura de Guarabira, apresentado pelos radialistas Rafael San, Rodrigo Costa e Rudney Araújo. Veneziano, por ter um compromisso assumido na Vila do Artesão, em Campina, praticamente no mesmo horário do programa, teve a sua presença nos estúdios da rádio impossibilitada e sua entrevista foi toda por telefone.

O prefeito respondeu a questões de diversos assuntos, desde ações administrativas até a vida atual e futura do PMDB. O governo Ricardo Coutinho também entrou na pauta da entrevista. Esta semana Veneziano participou em Campina de um encontro com diretores da AACD, que estão em peregrinação pelo país procurando uma cidade para possível instalação de uma unidade da entidade. De acordo com o prefeito, outras cidades do Brasil são candidatas a ter a sede da AACD e somente em meados de novembro é que será dada a resposta.

O que chamou a atenção imprensa paraibana e instigou ao radialista Rafael San pergunta foi a participação do ex-governador Cássio Cunha Lima na reunião. Há alguns dias se especulou uma possível união entre o PMDB, grupo de Veneziano e grupo do ex-governador, para as eleições de 2012, com a candidatura de Diogo Cunha Lima, filho de Cássio. O que o senhor tem a dizer sobre isso – perguntou o jornalista.

Veneziano evitou falar em no assunto eleição de 2012 e disse que o encontro com Cássio foi eminentemente institucional. O prefeito disse ainda que adversários políticos podem, sim, ter uma relação institucional. “Parcerias e/ou encontros em adversários poderiam ser corriqueiras, esse tipo de relação deveria ser perfeitamente normal, não cabendo especulação política. É lamentável que isso não seja visto na Paraíba. Nossa passagem aqui é efêmera e qualquer coisa para o bem de um povo deverá ser maior que a política partidária”, acrescentou.

Quanto aos assuntos do Governo do Estado, Veneziano foi além das fronteiras de Campina Grande. O prefeito falou da situação dos funcionários que estão perdendo conquistas e lamentou as demissões dos contratados. Veneziano também disse que a analise feita é de que o atual governo não tem planejamento de gestão. “O governo já deveria ter colocado algo em pratica ao menos o que foi prometido na campanha”, argumentou.

O prefeito falou da relação administrativa da cidade de Campina Grande o Governo do Estado. Ou melhor, da falta de relação. Segundo Veneziano, em 90 dias do governo Ricardo Coutinho não há sinais da presença de ações administrativas por parte Governo do Estado na cidade. Citou como exemplo o Hospital de Trauma, que, segundo ele, foi iniciado na gestão de Cássio com 20% da obra, com termino dos 80% restantes na gestão do então governador José Maranhão.

Veneziano disse ainda que foi criada uma imagem de que Maranhão não tinha simpatia para com Campina Grande, o que de acordo com ele é totalmente ao contrário. E citou benefícios levados à Campina por Maranhão; investimentos na educação (escolas), infraestrutura em pavimentação, a adutora São José, mais de 1 milhão de raias para as festas juninas; além do Hospital Traumas, deixando pronto pra funcionar e com equipamentos de ultima geração. E fez questão de destacar que o Trauma de Campina é hoje um dos maiores hospitais em estrutura e equipamentos. Mas o prefeito lamentou que não houvesse nenhuma ação da Secretaria de Saúde do Estado no sentido colocar em funcionamento o hospital.

O prefeito caracterizou o governo de Ricardo com sendo “o governo da improvisação” e acrescentou que torce para que haja correções e acertos. “O governo não pode deixar de estar presente no município aonde o gestor não o acompanha politicamente. O povo tem o direito de ter ações de governo em sua cidade”, disse Veneziano fechando a questão.

Adesões a Ricardo Coutinho - Já sobre as adesões ao governador por parte de alguns deputados estaduais, Veneziano disse encarar com tristeza e preocupação. “O PMDB precisa sentar para organizar uma conduta comportamental”, declarou. Por outro lado, Veneziano disse que vê com bons olhos a nova movimentação na estrutura do PMDB - e citou o nome do deputado estadual Raniery Paulino, dizendo que ele estimula a participação da juventude na política partidária e em ações de políticas públicas para jovens. E lembrou de que agora há uma renovação como Hugo Motta e Wilson Santiago Filho.

Quanto ao futuro do PMDB, Veneziano disse que o comando ainda é da maior liderança, o ex-governador José Maranhão – ele deverá chamar a todos para uma conversa e traçar novas estratégias para o partido – disse Veneziano.


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