terça-feira, 7 de junho de 2011

Palocci foge da imprensa após almoço com Chávez


Alvo de denúncias, ministro evitou contato com jornalistas nesta segunda-feira

Após almoço nesta segunda-feira (6) em homenagem ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no Palácio do Itamaraty, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, se viu em uma situação delicada e mobilizou funcionários do Itamaraty para encontrar uma maneira de sair do prédio sem ser abordado pela imprensa.

Entenda o escândalo que envolve Palocci

Palocci se preparava para deixar o prédio, depois que Chávez e a presidente Dilma Rousseff já tinham saído do Palácio, usando a mesma saída privativa destes para evitar a imprensa. No entanto, os seguranças dos presidentes deixaram o local assim que os chefes saíram, deixando Palocci desguarnecido.

O ministro orientou o seu motorista, então, que trocasse de portaria, o que aconteceu por três vezes, para tentar despistar os jornalistas. Como havia jornalistas em todas as saídas, ele acabou mandando seu carro para o anexo do Itamaraty, de onde conseguiu sair sem ser abordado pela imprensa.

Chávez desejou “força” ao chefe da Casa Casa Civil, Antonio Palocci. Chávez chegou à Brasília por volta das 11h e foi recebido por Dilma Rousseff e pelo chanceler Antonio Patriota. No salão Negro do Palácio do Planalto, cumprimentou todos os ministros brasileiros presentes e passou cerca de 30 minutos conversando com alguns deles.


Ao dar um abraço em Palocci, o venezuelano disse “fuerza, fuerza” - em português, “força”. A presidente brasileira está esperando o posicionamento da Procuradoria-Geral da República sobre o caso para decidir de mantém a Palocci na chefia da Casa Civil.
Há mais de vinte dias o ministro é acusado de ter multiplicado em 20 vezes seu patrimônio durante os quatro anos em que foi deputado federal, de 2006 a 2010.

Procuradoria Eleitoral denuncia mais de 300 por doações ilegais em 2010


Construtoras e mineradoras fizeram as maiores doações irregulares

A PGE (Procuradoria Geral Eleitoral) abriu mais de 300 representações contra empresas e pessoas que fizeram doações acima do limite para candidatos nas eleições do ano passado. Ao todo, serão 306 ações contra 106 empresas e 200 doadores individuais, informou a Procuradoria.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo órgão, as maiores doações irregulares são de empresas dos ramos da construção civil, mineradoras e incorporadoras. Entretanto, não foi informado quanto foi doado, nem a identidade dos doadores.

De acordo com a legislação eleitoral, as doações de empresas não podem ultrapassar 2% do faturamento bruto do ano anterior à eleição. No caso de pessoas físicas, o limite é de 10% do rendimento do ano anterior.

Em caso de condenação, as empresas terão de pagar uma multa de dez vezes o valor doado acima do limite legal. Já no caso das pessoas físicas, a pena é a inelegibilidade, ou seja, o doador perde o direito de se candidatas a cargos eletivos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dilma destaca parceria estratégica entre Brasil e Venezuela


Durante declaração à imprensa, hoje (6), após encontro com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a presidenta Dilma Rousseff disse que há uma “parceria estratégica” ligando o Brasil e a Venezuela e que os dois países trabalham no sentido de fortalecer países desenvolvidos e democráticos na América do Sul.

“Nossos países estão ligados não só pela geografia e convivência harmônica e pacífica. Também nos une a determinação de fazer do espaço sul-americano uma zona de paz, democracia, crescimento econômico, social e respeito aos direitos humanos.”.

Ao presidente Chávez, Dilma disse que o governo brasileiro aguarda com “grande expectativa” a conclusão do processo de adesão da Venezuela ao Mercosul. O Congresso Nacional brasileiro já aprovou a entrada da Venezuela no Mercosul, o único país que ainda não o fez foi o Paraguai.

A presidenta relatou que, na reunião com Chávez, colocou à disposição da Venezuela a experiência brasileira na área de habitação popular e também a cooperação na área de agricultura. Ela citou a integração na região de fronteira. “Nossa região fronteiriça merece uma política e iniciativas de interconexão de nossos sistemas, sejam eles elétricos, de tele, rodoviários e também de integração de cadeias produtivas.”

Dilma falou também sobre a constante intensificação da parceria entre as empresas petrolíferas brasileira e venezuelana, Petrobras e PDVSA, respectivamente.

A presidenta elogiou a atuação bem-sucedida da Venezuela e da Colômbia no retorno do presidente deposto Manuel Zelaya a Honduras e de ambos à frente da Secretaria-Geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). “Vejo como muito promissora a cooperação entre a Venezuela e a Colômbia para equacionar temas de grande importância para a região. Ambos merecem nossas congratulações por compartilhar o mandato da Secretaria-Geral da Unasul e por atuarem exitosamente no retorno de Zelaya Honduras.”

Nove acordos foram assinados entre os dois países em áreas como petróleo, cooperação científica e tecnológica e erradicação da febre aftosa.

Não tenho medo de pegar briga, diz governador sobre médicos do Rio



Trouxe médicos do Rio e trago de qualquer canto, diz Ricardo sobre médicos no Trauma

    
 
Durante entrevista em Cabaceiras, no fim da tarde deste domingo (5), o governador Ricardo Coutinho disse que não tem medo de “pegar briga” para garantir o atendimento no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e afirmou que greves na educação e saúde tiveram objetivos políticos.

Ricardo lembrou que os médicos do Trauma estavam com três meses de salários atrasados quando ele assumiu o Governo. “Quem pagou outubro, novembro e dezembro fui eu” disse o governador afirmando que, mesmo com atrasos na outra administração, a categoria não havia ameaçado fechar o hospital. “Existe muita motivação política, não é pouca não! Eu não tenho papas na língua, por isso digo, não tenha a menor dúvida disso”, disse o governador sobre o interesse político em greves do Estado.

O governador afirmou que a reivindicação feita pelos profissionais foi atendida, contratá-los através de cooperativas. “No dia em eu atendi, esvaziaram os plantões e morreu aquele jovem de Itambé”, disse Ricardo ao afirmar que depois de atender os médicos eles apresentaram outras reivindicações.

Ricardo lembrou que entre as novas reivindicações apresentadas pelos médicos, prestadores de serviço, apareceu o pleito para que o mesmo valor pago no plantão aos contratados fosse pago aos efetivos, e de acordo com governador, a despesa seria bem maior, por causa dos direitos como décimo e férias que gozam os funcionários efetivos do Estado.

O Governador afirmou que o atendimento no hospital esteve ameaçado de ser paralisado, com o abandono dos plantonistas, por isso recorreu aos médicos do Rio de Janeiro. “Fui atrás de médicos que tenham o reconhecimento de quanto é importante a vida”.

“ Não posso ter medo de pegar qualquer briga que seja. Trouxe médicos do Rio e trago de qualquer canto”, disse o governador afirmando que não vai se intimidar por movimentos com interesses políticos que podem prejudicar a população.

Ricardo disse ainda que na educação, os professores passaram muitos anos batalhando para ter o direito de receber o piso e que sua administração garantiu, com cinco meses de governo, o pagamento a cima do piso nacional. “Nós somos o quinto piso do Brasil em cinco meses de governo”.

sábado, 4 de junho de 2011

Veneziano abre Maior São João do Mundo em Campina Grande e maratona de forró segue até o dia 03 de julho


 Maratona de forró segue até o dia 03 de julho
Foi aberto oficialmente na noite desta sexta-feira, 03, o Maior São João do Mundo de Campina Grande. O evento foi declarado iniciado com o pronunciamento do prefeito Veneziano Vital do Rego, enquanto os fogos de artifício coloriram os céus de Campina Grande. As festividades continuam até o dia 03 de julho em vários pontos da cidade.


Veneziano, que estava acompanhado da esposa, a primeira-dama Ana Cláudia Nóbrega, do Senador Vital Filho, a deputada federal Nilda Gondim e de outras autoridades, destacou o apoio do Governo Federal ao evento, bem como dos parceiros privados.


Ainda em seu pronunciamento, o prefeito enumerou os benefícios implantados pela Prefeitura no Parque do Povo, com a implantação de novo piso no arraial Hilton Motta, sistema de esgotamento sanitário, novas baterias de banheiros e pavimentação de ruas no entorno do ‘Quartel General do Forró”.


A noite foi animada com a apresentação de grupos folclóricos, além das apresentações de Jairo Madruga, Flávio José e da banda Forró da Pegação.


Neste sábado, 04, se apresentam no Parque do Povo – Amazan, Alcimar Monteiro e Forró dos Plays.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Médicos assinam contrato e retornam ao trabalho ainda hojeGoverno do Estado decidiu pagar R$ 1 mil por plantão


O secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, assinou na tarde desta sexta-feira (3) contrato com os 23 médicos prestadores de serviço do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. Depois de intensas negociações, o Governo do Estado decidiu pagar R$ 1 mil por plantão e com isso os médicos prestadores de serviço voltam ao trabalho já a partir das 19h desta sexta-feira.

Waldson de Souza explicou que com a volta dos médicos prestadores de serviço o atendimento no Trauma será restabelecido e a população não será penalizada. “No fim valeu o bom sendo de ambas as partes e o atendimento a população não correrá mais nenhum risco”, comemorou o secretário. De acordo com o secretário, cada plantão do Trauma conta com 30 a 40 médicos de várias especialidades.

Com relação aos 15 médicos efetivos, Waldson Souza disse que já tomou conhecimento da reivindicação deles e que a situação será negociada.

Declaração do líder do PT sobre a oposição acirra ânimos no Senado


Para o vice-líder do PSDB, derrubada de MPs é prova de que o governo "não pode tudo"
A declaração do líder do PT, senador Humberto Costa (PE), de que a base do governo adotará postura mais dura com a oposição acirrou os ânimos no Senado. A origem da discórdia foi a derrubada de duas MPs (medidas provisórias) para a área da saúde, ocorrida na sessão de quarta-feira (1º), em razão do prolongamento dos debates para além de meia-noite.
Para a oposição, o resultado da votação é prova de que o governo "não pode tudo". Para Humberto Costa, o governo foi traído pela oposição.
- Se é paz, é paz. Mas, se querem guerra, terão guerra.
Humberto Costa também repetiu que o PT não firmou acordo para viabilizar a aprovação da PEC 11/11, de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), que muda a forma de tramitação das MPs. A proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) na forma de substitutivo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e agora aguarda prazos regimentais para ser votada em Plenário.
- Depois de tudo o que vivenciou nesta semana, o PT vai rever suas posições no Senado.
Para Costa, a expectativa do partido é de que a PEC 11/11 permita que as MPs continuem cumprindo seu papel, possibilitando, ao mesmo tempo, que o Congresso Nacional tenha o tempo necessário para analisá-las adequadamente.
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), vice-líder do seu partido, disse que as declarações do líder do PT mostram "que ele não está acostumado com o processo democrático". Para o senador tucano, "a base do governo e, em especial, o PT, teima em não deixar cumprir o que foi acordado".
Segundo Flexa Ribeiro, as declarações de Humberto Costa mostram uma posição de intolerância política do PT, em função da predominância quantitativa da base do governo.
- Estão achando que podem tudo. Podem muito, mas não podem tudo.
Flexa Ribeiro afirmou que a forma de tramitação das MPs tornou-se insustentável. De acordo com ele, até parte da base do governo concorda com a alteração do rito. O senador espera que haja uma reunião de líderes para que se reinicie a discussão e a oposição possa apresentar sua posição e, dentro do previsto no Regimento Interno do Senado, fazer as votações de forma transparente.
O parlamentar também criticou o encaminhamento dado à votação das MPs na quarta-feira, quando, segundo ele, os senadores "sequer podiam ouvir" o texto do requerimento que estavam votando.
A líder do PSOL, senadora Marinor Brito (PA), afirmou que a oposição, ao tentar evitar a aprovação das MPs, procurou "dar qualidade à discussão", para que o debate não ocorresse "no afogadilho". Ela disse que seu partido vai insistir em mudanças nas regras de tramitação e que pode apresentar outro substitutivo à PEC 11/11 durante seu exame em plenário.
'Significado pedagógico'
O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que a disputa entre governo e oposição, travada na quarta-feira (1º), tem de ser vista com um "significado pedagógico", para que os senadores possam chegar a um acordo para mudanças nas regras de tramitação das MPs.
Romero Jucá disse que vão continuar as conversas e negociações entre governistas e oposicionistas para que o Senado aprove um texto que possa ser aceito pela Câmara. O líder do governo também frisou que o presidente José Sarney terá papel importante na negociação das alterações com o presidente da Câmara, Marco Maia.

Para o líder do PDT, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), as declarações de Humberto Costa refletem uma briga partidária com o PSDB. Ele esclareceu que, embora seu partido faça parte do governo e tenha compromisso com a governabilidade, não é subserviente e somente votará a favor do que for constitucional e do interesse do Brasil.
De acordo com Acir Gurgacz, o Senado tem uma importância muito maior que o tempo dado atualmente para aprovar uma medida provisória, "sempre em toque de caixa". Ele lembrou que o projeto original apresentado por José Sarney teve sua votação acertada em reunião que contou com a participação de todos os líderes partidários.