segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dilma sanciona lei orçamentária de 2012 com 32 vetos


Governo diz que crises financeiras de 2008 e 2011 afetaram os resultados
Do R7, com Agência Brasil
  


A presidente Dilma Rousseff sancionou com 32 vetos a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2012, aprovada pelo Congresso Nacional, informou nesta segunda-feira (15) o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A lei e os vetos foram publicados na edição desta segunda-feira (15) do Diário Oficial da União.

Um dos vetos diz respeito ao teto de 0,87% do PIB (Produto Interno Bruto – produção de riquezas de um país) para o déficit nominal, que são as receitas menos as despesas, incluídos gastos com juros da dívida pública. O governo justifica que já existe meta de superávit primário, receitas menos despesas, excluídos gastos com juros.

Segundo nota do ministério, “o resultado nominal e o estoque da dívida do setor público são indicativos por sofrerem influência de fatores fora do controle direto do governo”.

O ministério cita a crise financeira internacional de 2008, a atual crise fiscal em diversos países da área do Euro e aumento do preço das commodities como fatores que estão fora do controle do governo e que afetaram recentemente os resultados.

Também foi vetado um dispositivo que previa que a programação orçamentária e financeira de 2012 observaria, como redutor da meta primária, o total da Lei Orçamentária do ano que vem. O motivo para o veto é que o redutor retiraria a discricionariedade do Poder Executivo em não abater o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da meta de superávit primário durante a execução orçamentária e financeira, como ocorreu em 2011.

Outro veto foi à reserva para criação ou expansão de despesas obrigatórias. “Vetado porque na redação atual restringe a discricionariedade do Poder Executivo em criar ou elevar determinadas despesas acima dos montantes previstos nessa reserva, sendo que não há restrição dessa ordem no art. 17 da LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] que trata do assunto”, diz o ministério.

Também foi vetada a reserva de 10% para restos a pagar do Orçamento. A justificativa é que poderia prejudicar órgãos com poucos restos a pagar em prol de outros.
A LDO também estabelecia que toda emissão de títulos da dívida de responsabilidade do Tesouro Nacional, com qualquer finalidade e a forma da emissão, teria que estar incluída na lei orçamentária e nos créditos adicionais de 2012. Esse artigo foi vetado e a justificativa publicada é que "a inclusão de todas as emissões na peça orçamentária representaria uma sinalização prévia de emissões estratégicas a serem feitas pelo Tesouro Nacional ao longo de cada exercício, possibilitando aos agentes econômicos anteciparem seus movimentos no mercado de títulos públicos, com impactos e riscos à gestão da Dívida Pública Federal”.

O ministério lembra que a LDO 2012 tem como principal função estabelecer as diretrizes, as prioridades de gastos e as normas e parâmetros que devem orientar a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual que o Poder Executivo encaminha ao Congresso Nacional até 31 de agosto. “Dispõe, ainda, dentre outras matérias, sobre as prioridades e metas da Administração Pública Federal, organização e diretrizes para a elaboração e execução dos orçamentos da União e disposições relativas à dívida pública federal”, informa o ministério, em nota.

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